Fique ‘fera’ em inglês e tenha sucesso profissional


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Por conta da importância desempenhada pela língua inglesa na vida profissional, muita gente está correndo atrás do prejuízo. Na Wizard, metade dos aproximadamente 700 alunos é formada por um público preocupado com a competitividade. “Nosso público é bastante diversificado, mas temos muitos empresários estudando conosco que procuram se preparar porque sabem que o mercado não é fácil”, afirma a gerente comercial e de marketing Fúlvia Nassif Jorge. Ela informa também que a Rede Wizard de Ensino evidenciou em pesquisa que quem fala inglês tem acréscimo de 30% até 50% na remuneração mensal. Na escola, é recomendado para o aprendizado inicial ingressar no módulo de conversação imediata, com aulas regulares duas vezes por semana com ênfase no american english, que se baseia nas expressões típicas e pronúncia utilizada nos EUA. No CCBEU são 1,4 mil alunos matriculados nos cursos disponíveis. Destes, 30%, uma média de 420 pessoas, seguem o seguinte perfil: já fizeram faculdade e se frustraram com as exigências do mercado de trabalho. “A maioria das pessoas mais velhas já tem formação profissional superior. Elas estão buscando o inglês hoje justamente por causa disso, estão procurando a reciclagem, esse aperfeiçoamento que as empresas exigem”, explica o coordenador administrativo do CCBEU Rodrigo Lambert Dias, que diz conhecer inclusive casos em que a demissão serve de ultimato para quem não se qualifica: ou aprende ou é demitido. Nas duas escolas consultadas pela reportagem, o tempo médio para adquirir fluência em inglês, partindo do pressuposto de que a pessoa teve pouco ou nenhum contato com o idioma estrangeiro, é de dois anos. Para os profissionais da área, nesse período os estudantes devem dedicar por volta de duas horas semanais em um curso regular, com um investimento médio de R$ 150 por mês. <b>TREINO E CONFIANÇA</b> Além de correr atrás de um curso, aprender uma língua estrangeira envolve outros fatores como autoconfiança e vivência, o que não necessariamente implica fazer um intercâmbio. Filmes, músicas, testes e conteúdos didáticos disponíveis na internet (veja quadro nesta página) e muita força de vontade ajudam muito. É o que recomenda a professora de inglês do Yázigi Internexus, Melina Limonta. “Não existe um método mágico. Quem quer aprender inglês deve se sentir confortável com o método utilizado pela escola e pelo professor, porque só assim o aprendizado será eficiente. Além disso, nenhum professor, por melhor que seja, consegue fazer com que o aluno aprenda sem que ele faça sua parte”, afirma. A fluência, segundo ela, é um estágio em que o estudante já tem autonomia para entender nativos em seus diferentes sotaques - já que, muito além da Inglaterra e dos EUA, o mundo fala inglês de diferentes maneiras- e argumentar mesmo quando há palavras desconhecidas no discurso. O alerta de Melina fica para quem busca esse retorno fora do País. “Fazer intercâmbio para dominar a língua pode funcionar para algumas pessoas, enquanto para outras não faz diferença. O contato com nativos é essencial para o aperfeiçoamento da língua nesse caso, então se deve evitar ao máximo utilizar o português lá fora”, lembrando dos muitos casos de estudantes que somente convivem com brasileiros no exterior e voltam sem grandes progressos.

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