Gripe suína faz francanos mudarem rotina


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SEM ALTERNATIVA - Desde que as aulas foram adiadas por causa da gripe, Rosemery Pereira está levando a filha Letícia (ao fundo vendo tevê) para o escritório onde trabalha porque a garota não tem com quem ficar
SEM ALTERNATIVA - Desde que as aulas foram adiadas por causa da gripe, Rosemery Pereira está levando a filha Letícia (ao fundo vendo tevê) para o escritório onde trabalha porque a garota não tem com quem ficar
Depois da cidade confirmar três casos de gripe suína (todos de visitantes que vieram de São Paulo), o início das aulas ser adiado e shows cancelados, os francanos se viram obrigados a mudar suas rotinas. O uso de álcool gel para desinfetar as mãos e diminuir a proliferação de vírus se tornou um hábito. Evitar abraços e apertos de mão, idem. Os pais que necessitam trabalhar e têm filhos em idade escolar precisaram se reprogramar e mexer no orçamento para ter com quem deixá-los. A novidade veio do Governo Federal, que vai distribuir o Tamiflu. No interior de São Paulo, a partir de segunda-feira, dia 10, 61 postos ofereerão o medicamento a quem tiver receita. Em Franca, eles poderão ser retirados na Avenida Miguel Sábio de Mello, nº 1833, no Distrito Industrial. DIAS DIFÍCEIS Os três filhos da auxiliar de escritório Rosemery Pereira, 33, estão matriculados em escolas diferentes, mas, em todas elas, o reinício das aulas foi adiado. As crianças só voltarão a estudar daqui a uma semana, no dia 17 de agosto. O filho mais velho Luiz Felipe, 13, aluno da rede estadual, está na Serra da Canastra (MG), na casa da avó e só voltará para Franca no fim da próxima semana. O caçula Lucas, 4, que fica na Creche São Francisco de Assis, está numa escola particular. É um gasto a mais para Rosemery. “Paguei para ele ficar durante as férias, mas como o retorno da creche foi adiado, tive de ampliar os dias na escolinha particular. Vou gastar R$ 150 com tudo”. Sua outra filha, Letícia, é aluna do Sesi e retornaria dia 4 às aulas, mas a escola prorrogou o início do segundo semestre para 17 de agosto. Até lá, a menina continuará acompanhando a mãe no escritório onde trabalha. “Meu marido trabalha fora. A Letícia tem 11 anos e não posso deixar que fique sozinha em casa. Minha sorte é que o escritório é da família”, disse Rosemery. Letícia fica assistindo televisão ou brincando com o primo João Paulo, 12, que estuda no Pestalozzi e só voltará a estudar nesta segunda, 10. “Acho ruim adiar tanto as aulas porque depois vamos ter de repor”, disse a garota. A filha da auxiliar de produção Juliana Silva, 29, está de férias faz um mês e deverá ficar mais uma semana longe da escola. A mãe trabalha à tarde, mas às vezes precisa entrar mais cedo no emprego ou ir ao banco. Ela aproveita o período em que Júlia, 4, está na escola para isso, mas agora depende de ajuda para ter com quem deixar a menina. “Tenho de pedir para os outros ficarem com ela”. O outro filho de Juliana, Gean Lucas, 1, fica sob os cuidados da vizinha, que recebe R$ 280 por isso. Ela tinha esperança de resolver o problema depois de amanhã, mas teve a expectativa frustrada e terá de conviver com a situação por mais uma semana. A rede municipal havia agendado o retorno das aulas para esta segunda-feira, dia 10, mas adiou para dia 17. “Minha filha está louca para voltar a estudar”, disse a mãe. A decisão de adiar as aulas foi recomendada pela Secretaria de Saúde como forma de prevenir a nova gripe.

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