‘Sindicato, deixa a gente em paz’, pedem sapateiros


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O Sindicato dos Sapateiros não conseguiu nem mesmo o apoio dos funcionários da Carmen Steffens. Ao que tudo indica, eles estavam do lado do empresário Mário Spaniol, proprietário da empresa e do curtume Couroquímica. No trio elétrico, uma das funcionárias que discursou deu um recado aos sindicalistas: “Vivemos o dia-a-dia na empresa. Mário, estamos com você. Sindicato, deixa a gente em paz, queremos trabalhar”. O funcionário Denílson Silva também se manisfestou contra a posição da entidade. “Quisemos trazer o trio elétrico porque o que vemos na fábrica não é o que está sendo pregado. A manifestação contra racismo poderia ser feita no Centro e não aqui, manchando a imagem da empresa”. Não é a primeira vez que os funcionários têm um embate com o Sindicato dos Sapateiros. Em março, os sindicalistas foram vaiados durante assembléia na porta da empresa. Na ocasião, mais de 70% dos empregados da Carmen Steffens haviam votado a favor da redução da jornada de trabalho durante 70 dias porque a produção estava reduzida. O acordo precisava da anuência do sindicato. Em grupo, os funcionários chegaram a pressionar o presidente Paulo Afonso pessoalmente, mas ele permaneceu contra o acordo até o fim. A Carmen Steffens ignorou a entidade e reduziu a jornada.

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