Motoristas estão encontrando sérios problemas para renovação da CNH, em Franca. Falhas dos sistemas de computadores de alguns Centros de Formação de Condutores estão atrasando os exames e provocando tumultos e reclamações.
No final da semana passada e no começo desta, dezenas de motoristas não estavam conseguindo realizar exames no Centro de Formação de Condutores localizado na Rua Voluntários da Franca, esquina com a Rua Homero Alves, centro da cidade. São motoristas que estão renovando suas CNHs e optaram em fazer o curso em um só dia, de quatro horas, pagando R$ 80,00, para se livrarem das enormes filas no Ciretran de Franca, onde o exame pode ser feito sem o pagamento dessa taxa.
Para desespero dos motoristas e de funcionários deste centro de formação, a coleta da impressão digital, que é obrigatória, feita durante o exame médico, não estava sendo aceita pelos computadores da escola. Teve motorista que voltou, enfrentou fila enorme no médico responsável pelos exames e mesmo assim, não conseguiu ser identificado no centro. Na Ciretran de Franca, consegui a informação que a emissão da CNH pode demorar mais de um mês para ser entregue para quem renovou. Lembro que a pena para quem dirigir com a CNH vencida ou cassada é de detenção, de seis meses a um ano.
A carteira de motorista é um documento que tem data de validade e isto significa que motoristas entre 18 e 65 anos, precisam, a cada 5 anos, atualizar exames e dados junto ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito), para que uma nova carteira seja emitida. Maiores de 65 anos precisam renovar a Carteira de Habilitação a cada 3 anos.
Este País é cômico. São tantas as leis, regulamentos e obrigações que elas terminam por se chocar e, principalmente, por ofender o bom senso. Acharam as autoridades que organizaram o trânsito que o cidadão, para renovar sua Carteira de Habilitação precisaria de dois cursos extras: direção defensiva e primeiros socorros. Foi um achado para esses tais centros de formação de condutores, que encontraram como extrair mais uns cobres de seus clientes com instruções que absolutamente não servem de nada e até atrapalham.
Todos os médicos ligados a urgência são unânimes em afirmar que em caso de acidente a melhor política é não mexer com o acidentado. No máximo folgar sua roupa, tentar acalmá-lo e providenciar o socorro, isto porque a intervenção não autorizada, de um leigo, pode complicar muito a situação. Logo, esse curso de primeiros socorros não é só inútil, como também, é perigoso.
Munido dessa papeleta dada pelos centros de condutores, o cidadão vai se julgar um `expert` em urgência e sair ai pelas estradas, matando ou aleijando seus parceiros motoristas por pura imperícia e por força da Lei. Se ele tem curso é habilitado para a tarefa, ao menos teoricamente, e com isso, pode oferecer os tratamentos essenciais ao acidentado. Só que a escola não lhe preparou para nada, em quatro horas de curso.
Na maioria dos casos ele paga a taxa de R$ 80,00 e não passa nem perto da sala de aula mas, ainda assim, por força da Lei, é um socorrista juramentado. Vejam a que ponto chegamos. Nem mesmo a vida humana é poupada quando a ordem é legislar e arrancar mais dinheiro do contribuinte, sob qual pretexto for. Cuidar de acidentados é trabalho de médicos ou paramédicos bem treinados, com meses de instrução e muita supervisão, e não um simples curso arranjado na escola da esquina, cujos sistemas estão sempre fora do ar e ministrado por quem também não entende nada dos princípios e técnicas de abordagem de um ferido.
<b>ÁLCOOL CONTRA A GRIPE</b>
Somente no ano que passou, a gripe normal matou mais de 400 brasileiros. Em idosos e pessoas de grupo de risco, a gripe comum é mais mortal que a H1N1. O que falta a ela é publicidade. No caso da gripe suína, a boa notícia é que o álcool ajuda na prevenção. Bem entendido, esfregado nas mãos e nunca ingerido.
<b>OPÇÕES INDIGESTAS</b>
À noite, o motorista francano se depara com um dilema: parar como manda o semáforo e correr o risco de ser assaltado ou prosseguir e acabar batendo em outro veículo. As duas opções são indigestas.
<b>NEGATIVO</b>
Foi no mínimo imprudente, a legalização da profissão de motoboy e mototaxista, antes de se criar uma legislação específica para o caso. As motos já respondem por mais de metade dos acidentes de trânsito. Imaginem com o crescimento do setor, após sua legalização. Tem mais: qualquer dia desses vai ter curso superior para se pegar nas duas rodas. Sem diploma, bastam os jornalistas, azucrinando diariamente seus leitores.
<b>POSITIVO</b>
Domingo próximo é um dia muito bonito, no calendário do coração. É o Dia do Papai. Na correria da vida moderna o pai fica, muitas vezes, afastado dos filhos, o que não quer dizer que não gostaria de estar sempre com eles. Mas a obrigação de manter o lar provido do necessário, muitas e muitas vezes, o leva a ficar sem o convívio familiar. Mas neste domingo sempre haverá uma forma de um encontro mais demorado com os filhos. Há também os papais que não estão mais neste mundo. Para eles haverá, por certo, uma prece, saída do fundo do coração. O importante neste dia é que os filhos sintam que têm pai, e que os pais recebam a dose de carinho que sempre ajuda a aguentar o tranco da vida.
<b>FIM DA CRISE?</b>
No Brasil fala-se muito do fim da crise. Na minha casa ela continua em pleno vigor e até o cachorro eu dispensei, por medida de economia. Eu mesmo vou ao quintal de madrugada e solto as latidas. Tem funcionado!
<b>Edward de Souza</b>
<i>Jornalista e radialista</i>
edward@comerciodafranca.com.br
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