Morte deixa dúvidas em família


| Tempo de leitura: 1 min
A morte do pedreiro Luiz Paulo de Oliveira, 46, na tarde da última segunda-feira movimentou o pronto socorro "Dr. Janjão" e a Santa Casa de Franca e levantou a suspeita de que a gripe suína tivesse feito sua primeira vítima no município. O atestado de óbito, no entanto, descarta tal possibilidade e dá a uma pneumonia bacteriana o crédito pelo falecimento. A família diz não estar convencida do diagnóstico. A mulher do pedreiro, Ana Marta Oliveira, diz ter dúvidas sobre o estado de saúde do marido e sobre o tratamento que não foram esclarecidos. "A doença o vitimou muito rapidamente, o que não é normal. Ninguém sequer fez um exame para ter certeza que não era gripe suína. Isso sem falar da recomendação feita à funerária - não sei por quem - para que o caixão fosse lacrado", disse Ana Marta. Luiz Paulo foi ao PS "Dr. Janjão" na manhã do último domingo com febre alta e dores no corpo. Lá, o médico de plantão o atendeu, fez exames de sangue e raio-X de pulmão. Ambos não revelaram nada. O pedreiro foi, então, liberado. Durante aquele dia, Luiz piorou e, perto da meia-noite, a família o levou novamente ao Janjão. No segundo atendimento, o médico constatou severa pneumonia. Naquela noite teriam sido feitas três tentativas de internação na Santa Casa. Todas recusadas. "No Janjão ficamos isolados e com proteção de máscaras. Quando chegamos ao hospital perto das 9 horas, ficamos em um quarto comum com outro paciente. Pelo menos oito pessoas tiveram contato com meu marido antes dele ser transferido para o CTI (Centro de Terapia Intensiva) e morrer", contou Ana Marta.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários