Sem emprego há cinco meses, Adriana Aparecida Castro, 34, está confiante de que será chamada para participar de um dos cursos do Programa Estadual de Qualificação Profissional. Ela se cadastrou no site do Emprega São Paulo (www.emprega saopaulo.sp.gov.br) há um mês e sempre acessa o portal em busca de oportunidades.
Para ela, fazer um curso profissionalizante seria essencial na conquista de um novo trabalho. "Meu último emprego foi numa fábrica, mas já trabalhei em loja e fui promotora de vendas. Quero agora mudar de área e acho que, ao fazer um curso profissionalizante, tenho mais chances para voltar a trabalhar", disse Adriana, moradora do Leporace II.
Com estudos até a 8ª série do ensino fundamental, Adriana começou a fazer telecurso mas parou prestes a concluir as aulas. "Faltam só quatro matérias, então espero que, com o curso profissionalizante, posso me animar e voltar a estudar". Também esperançoso em conseguir uma vaga num dos cursos oferecidos pela Secretaria Estadual do Emprego está o desempregado Dione Vicente Rosa, 30, morador do Jardim Aeroporto III.
Parado há sete meses, ele tem sobrevivido de bicos como garçom aos fins de semana e de pedreiro. Ontem ele assentava tijolos e azulejos perto de casa. "A gente não pode ficar parado. Tenho aceitado de tudo e um curso também é bom".
Há menos de três meses, um amigo de Dione fez seu cadastro no programa estadual no intuito de ser mais uma opção na tentativa de achar um emprego. "Nunca acreditei muito nesses programas do governo, mas se me chamarem eu aceito", disse.
Para o desempregado, o curso permite uma reciclagem nos estudos. "Tenho interesse na área de construção civil. Todo tipo de curso é bom para a gente que não tem condições de pagar por um".
Além do curso gratuito, o Estado oferecerá para os alunos uma bolsa-auxílio de R$ 210 por mês enquanto durar as aulas e material didático com quatro volumes impressos, quatro DVDs exibidos em sala de aula (videoaulas de suporte), além um videojogo (espécie de videogame) de tomada de decisões.
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