O desaparecimento de uma sapateira terminou com a revelação de mais um bárbaro assassinato em Franca. Larissa Daiane Rita, 27, foi encontrada morta, com o corpo já em decomposição, dentro de uma mata nos fundos do Jardim Petráglia ontem. Rita estava desaparecida desde a manhã do último dia 15 de maio. A polícia descobriu que o autor do crime, cometido neste mesmo dia, é seu ex-marido. O segurança Cláudio Rodrigues de Lima Belarmino de Carvalho, 39, morador no Jardim Centenário, confessou ter matado a ex-mulher a facadas. A polícia aguarda o laudo do legista, mas informalmente ficou apurado que a ela foi assassinada com seis facadas (três nas costas, duas na nuca e uma na axila esquerda).
As investigações em torno do desaparecimento de Larissa Daiane começaram na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Familiares da sapateira registraram a ocorrência em maio informando que ela havia saído do serviço na hora do almoço. Larissa saiu da banca de pesponto onde trabalhava e informou algumas amigas de que resolveria um assunto no Jardim do Éden. Prometeu que logo estaria de volta, mas não cumpriu. "Fizemos diligências e após alguns dias começamos a acreditar que ela poderia estar morta. A Larissa estava separada do marido e tinha alguns problemas com ele. Informei o caso para a DIG (nesta semana), que assumiu as investigações sobre o caso", disse a delegada da DDM, Graciela Ambrosio.
Na última segunda-feira, Luciano Tavares e Paulo Rodrigues, da Divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), começaram a ouvir pessoas ligadas ao caso. "Focamos as investigações no ex-marido da sapateira. Juntamos informações antes de interrogá-lo. Sabíamos que ela havia saído do serviço às 11 horas e que iria se encontrar com uma pessoa. O que mais nos ajudou foi o depoimento de um familiar da vítima. Ele ouviu do próprio acusado que Larissa poderia aparecer morta", disse o investigador Luciano.
O segurança Cláudio Rodrigues estava separado da vítima havia cinco anos, mas sempre a encontrava. A cada 15 dias, ele buscava as filhas do casal, de 8 e 10 anos, para passar o fim de semana com ele. Um dia antes do desaparecimento da sapateira ele cumpriu o ritual. A polícia apurou ainda que Larissa já havia denunciado Cláudio por atrasar a pensão alimentícia. Por isso, ele ficou sete dias preso.
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Com as evidências apontando para seu possível envolvimento no homicídio, o segurança foi levado à sede da DIG. Ontem ele foi interrogado e, a princípio, negou o crime. Mas depois de ter os álibis derrubados acabou por confessá-lo. Além disso, apontou o local onde havia matado e escondido o corpo da sapateira.
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