Unimed e Pastoral lutam contra obesidade infantil


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Em Franca, são desenvolvidos outros projetos para combate à obesidade infantil. O Hospital Unimed e a Pastoral da Criança atendem esse público. O projeto Aquarela, oferecido pela Medicina Preventiva da Unimed, acompanha crianças acima do peso e obesas. Atualmente o grupo está com 50 pessoas dos 3 aos 14 anos. O programa oferece atendimento multiprofissional com nutricionista, psicólogo, educador físico e pediatra endocrinologista. Depois de passarem por consulta com a equipe para avaliação do peso e curva de crescimento, os pacientes iniciam o atendimento. Durante dois meses, eles e seus pais participam de palestras e passam por consultas quinzenais ou mensais com nutricionista, psicóloga e médico. Também se reúnem todas as segundas-feiras no Clube Castelinho para atividades físicas e recreativas. Passados os dois meses, os usuários continuam com os exercícios semanais e sendo acompanhados mensal ou bimestralmente pelos especialistas. A nutricionista do projeto Pâmela Maura disse que as crianças acompanhadas têm hábitos alimentares errados e não praticam atividades físicas. “Elas consomem muitos doces e fast-food. É uma alimentação com muita gordura e açúcar, sem verduras ou mesmo o arroz e feijão”. O objetivo do Aquarela é a reeducação alimentar e motivar a prática de atividades físicas. “Como são crianças, não trabalhamos com uma redução brusca de peso. Nossa proposta é fazer com que melhorem os hábitos e parem de ganhar peso”, disse Pâmela. A cada dois meses, a Unimed recebe 30 novos casos no Aquarela. Conhecida pela assistência que presta a crianças desnutridas, a Pastoral da Criança também realiza um trabalho para orientar as mães sobre a mudança de hábitos para evitar a obesidade na infância. Todos os meses, durante os encontros do dia da celebração da vida, em que as crianças são pesadas nas paróquias, os pais recebem orientações sobre alimentação saudável. “Ensinamos receitas para aproveitar o valor nutricional dos alimentos. A obesidade não acaba com medicamentos ou mudanças radicais. É preciso mudar o comportamento”, disse Rubens Dias, coordenador diocesano da Pastoral da Criança.

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