O "déjà vu" é culpa dos eleitores, que votam pela popularidade quando deveriam considerar a formação, o caráter, a ética, o compromisso com a sociedade, a idoneidade, a religião, a honestidade. Agora sofremos esse `já vivenciado` com gente que, ao invés de servir, se servem da Câmara. Lá, só projetos contra a maioria do povo e a favor de minorias particulares. (Há os casos) das desapropriações de espaços públicos para espaços (dedicados) ao lucro e ao álcool. Gestantes, idosos, cadeirantes, crianças, cegos, deficientes etc. nem podem ir à Câmara protestar contra o roubo de suas calçadas e praças, (doadas) como dízimo político às cervejarias. Outra idéia macabra de vereador é pensar em transformar a praça da Estação em espaço-loja, isto é: desaparece a praça do povo e aparece um terminal de ônibus que leve clientes para dentro das lojas. O povo que se dane! Por que não indicam outro espaço para fazer terminal? Franca logo terá um milhão de moradores sem espaços de lazer. A praça do Itaú já era; a da estação é a bola da vez. Amanhã será a da matriz. O "jamais vu" seria mostrar competência para resolver coisas simples como filas nas UBS. As pessoas chegam com horas de antecedência, faltam do emprego para conseguir consulta. Quem chega depois não sabe que já acabou (a chance de ser atendido) e fica horas nas filas. No raciocínio da atendente, é melhor avisar um a um que já acabou do que gritar "acabou" e ser xingada. Elas sabem que as pessoas ficam na fila por nada, como palhaços, mas preferem avisar individualmente. Dói menos a elas. Quanto às pessoas que estão faltando do emprego, perdendo compromissos, isso é o de menos.
Júlia Andreoni
Franca - SP
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Este perfil não foi construído nem nesta e nem na legislatura passada. É traço que caracteriza o vereador francano ao longo das últimas cinco legislaturas, pelo que tenho acompanhado. (Dá-se), um pouco, pela deficiência da formação politica dos eleitos e (de resto), pelo comportamento do eleitor, que dá preferência ao candidato que é amigo, ou é parente, e em muitos casos, por ser alguém que ajude a comunidade com favores no varejo. Pouquíssimas vezes se julga o critério politico, que é o que mais interessa. Todo prefeito, seja ele quem for ou de que partido seja, irá contar com considerável grupo de apoiadores. Em troca de pequenas ações para seus eleitores, (os vereadores) irão, de olhos fechados, votar conforme o interesse do Executivo. Quem ouviu o discurso do vereador Laercinho, no dia da posse, e acompanhou o mesmo em sua outra legislatura, quando o prefeito era Gilmar (Dominici), sabe da forte falta de sintonia dele com a politica, e sim (de sua) fisiologia com o Executivo. Isto é grave, até porque o estado democrático se caracteriza pela independência entre os três poderes. Ainda assim, isso não é um "privilégio" só de Franca. Temos o mesmo comportamento na Assembléia Legislativa. Por acaso, tem como um deputado estadual realizar obras? Isto é competência do Executivo. Também no congresso não é diferente: há o mesmo clientelismo. Infelizmente esta é a forma do poder Executivo controlar parlamentos.
Ademir da Rosa
Franca - SP
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