Muito além do balcão


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<b>NOVOS TEMPOS</B> - Thais Cintra trabalha em laboratório de manipulação.
<b>NOVOS TEMPOS</B> - Thais Cintra trabalha em laboratório de manipulação.
A garantia da prescrição correta de um medicamento, orientações de saúde e manipulações de fórmulas são algumas das atividades atribuídas aos farmacêuticos. A profissão é mais uma das que integra a lista de carreiras do futuro que o Se Liga publica nesta série de reportagem. Nessa sexta matéria há dados sobre o mercado de trabalho, as áreas de atuação e depoimentos de como é o dia a dia de um farmacêutico. Conhecido somente como aquela pessoa que fica atrás do balcão da farmácia prescrevendo os horários nas caixas de remédio, o farmacêutico tem outras inúmeras responsabilidades. É dele o dever de responder pelo estabelecimento, durante todo o tempo em que permanecer aberto e orientar a forma correta do consumor dos medicamentos. Caso uma unidade farmacêutica não tenha um profissional da área, ela pode ser autuada, multada e até interditada. Fora do ambiente de uma farmácia, o profissional pode também trabalhar em laboratórios, hospitais, em análises clínicas e toxicológicas, atenção farmacêutica domiciliar e indústrias de cosméticos, medicamentos ou alimentos. Há espaço em áreas de pesquisa, desenvolvimento, controle de qualidade, produção e avaliação toxicológica. Para o coordenador do curso de farmácia da Unifran (Universidade de Franca), Élcio Rivelino Rodrigues, a profissão tem obtido espaço porque há uma maior preocupação com a saúde e o farmacêutico é imprescindível em diversas etapas do processo de viabilização do medicamento ao usuário. “Nunca a indústria farmacêutica se apresentou tão forte no mundo. O Brasil segue esta tendência. Além disso, a população está envelhecendo e a longevidade aumentada exige mais assistência médica e farmacêutica, que por sua vez contribuem para que essa longevidade aconteça, o que ainda melhora a qualidade de vida da população”. Formada há três anos, Thais Andrade Cintra trabalha na área de homeopatia e diz que para atuar nesse segmento é preciso acreditar no tratamento oferecido. “O profissional precisar crer na manipulação do remédio. Além disso, é necessário que o mesmo saiba o que está fazendo, para que serve cada componente utilizado e o efeito que cada um pode causar em diferentes pacientes”, explicou. <b>O CURSO</b> Em Franca, por ano, são formados em média de 100 alunos no curso de farmácia da Unifran. Ele existe desde 2000 e formou sua primeira turma em 2003. Voltado principalmente para quem gosta de integrar conhecimentos de diferentes áreas, como biológicas, exatas e humanas, o curso oferece formação para que o estudante possa trabalhar em qualquer uma das três grandes áreas de atuação (fármacos, análises clínicas ou alimentos e nutrição). “A formação é ampla e permite que o formado opte por uma área profissional que melhor lhe satisfaça”, disse o coordenador do curso, Élcio Rodrigues. O piso mínimo para os formados na área é R$ 1,6 mil, mas o valor pode variar significativamente de uma região do país para outra. Farmacêutico da rede Drogafarma há seis anos, Fabrício Pedrosa, 28, disse que escolheu o curso em razão da tradição da família na área (possui uma rede de farmácias na cidade) e também pelo dinamismo da graduação. “É um curso muito prático, não fica só na teoria. Começamos a ter aulas práticas desde o começo, nos tornado profissionais dentro do próprio curso”, elencou.

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