As Prefeituras de Cristais Paulista, São José da Bela Vista e Pedregulho encontram dificuldades para contratar médico pediatra. Em recente concurso público realizado por Cristais e Pedregulho, as vagas abertas para esta especialidade não atraíram candidatos.
Entre as explicações para o baixo interesse está o salário. A secretária de Saúde de Pedregulho, Karina Aguilar, acredita ainda que faltam profissionais no mercado. Em Pedregulho as inscrições foram reabertas (veja apoio) e em Cristais um novo edital deve ser publicado em breve.
Em Pedregulho, o atendimento às crianças é feito por um pediatra. Para a secretária de Saúde são necessários mais dois. “Não acredito que no nosso município seja a questão salarial. Pagamos igual outras prefeituras”, disse ela sem esperar um grande número de inscritos para o concurso. Os salários oferecidos são de R$ 2.088,63 (para 20 horas de trabalho por semana) e de R$ 3.132,94 (para 40 horas semanais).
O prefeito de Cristais Paulista, Hélio Kondo, realizou um concurso no último dia 12 de julho sem registrar inscritos para médico pediatra. Foram abertas duas vagas com rendimento de R$ 47,78 a hora trabalhada. “O salário é uma questão crucial para a falta de profissionais interessados. Mas tenho percebido que esse é um problema geral”, disse prefeito. Os dois médicos que atendem no município trabalham das 7 às 15 horas de segunda a sexta-feira com, em média, 200 atendimentos. “Vou ter que reabrir inscrições novamente porque preciso contratar”.
A Secretaria de Saúde de São José da Bela Vista está há dois meses nesta “luta”. Atualmente apenas um profissional trabalha na cidade duas vezes por semana. Os atendimentos são sempre agendados. Segundo a auxiliar administrativo da Secretaria, Fernanda Leonel Queiroz, o município necessita de mais um profissional.
<b>Ouça abaixo a repórter Patrícia Paim:</b>
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DESVALORIZAÇÃO
Para o pediatra francano Eduardo Simões não faltam profissionais no mercado, mas valorização. “O pediatra não está estimulado por conta do salário. Para se ter uma idéia, a mensalidade de um curso gira em torno de R$ 3.500 e quando o profissional entra no mercado encontra um salário que dificilmente passa de R$ 2.800.
Por conta da má remuneração muitos profissionais estão indo em busca de outras áreas como professor e gestor de saúde”. Simões, que mantém uma rotina de cinco locais de trabalho, disse que a categoria está lutando por um salário de R$ 8.500 pelo trabalho de 20 horas.
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