Petistas analisam o segundo mandato de Sidnei Rocha


| Tempo de leitura: 3 min
<b>DEBATE</b> - O jornalista Corrêa Neves Júnior (o segundo da dir. para a esq.) participou de reunião com os petistas Silas Cuba, Gilson Pelizaro, Cassiano Pimentel e Paulo Afonso Ribeiro ontem. Na pauta, o segundo mandato
<b>DEBATE</b> - O jornalista Corrêa Neves Júnior (o segundo da dir. para a esq.) participou de reunião com os petistas Silas Cuba, Gilson Pelizaro, Cassiano Pimentel e Paulo Afonso Ribeiro ontem. Na pauta, o segundo mandato
Mais de 60 pessoas participaram no sábado à tarde do debate promovido pelo Partido dos Trabalhadores na Câmara Municipal para discutir os seis primeiros meses do segundo mandato do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Cassiano Pimentel atuou como mediador ditando as regras do encontro. Ao lado dele, o ex-vereador Gilson Pelizaro, os vereadores Silas Cuba e Paulo Afonso e o diretor-executivo do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação), Corrêa Neves Júnior, compunham a mesa de debatedores. A reunião surpreendeu os organizadores pelo público e pela duração: três horas e meia. Na plateia, integrantes do PPS, PSDC, PSOL e PCB se misturavam aos petistas. Além de assistir, os espectadores também puderam participar. Quatorze pessoas já haviam pedido para fazer perguntas aos debatedores quando a organização decidiu encerrar as inscrições por falta de tempo hábil para respostas. Após a abertura oficial do evento realizada pelo presidente do diretório local do partido, José Eduardo David, os debatedores puderam expor suas opiniões sobre o governo tucano por cerca de 15 minutos cada um. Silas Cubas inaugurou a rodada de discursos falando sobre a relação - que considera desrespeitosa - do atual Legislativo com Rocha. "O prefeito tem a Câmara que todo executivo quer. Alguns vereadores parecem crer que têm função assistencial e para conseguir atender aos pedidos dos munícipes se aproximam e se submetem", afirmou. Ao também vereador e presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, coube lembrar a falta de uma política de desenvolvimento econômico e social na administração tucana. "Faltam políticas públicas para resolver o problema de desemprego e não há diálogos com os movimentos sociais ou com os conselhos. Ele governa sozinho, como se fosse dono da cidade", disse o sindicalista. O ex-vereador e candidato a prefeito na última eleição, Gilson Pelizaro, aproveitou seu tempo para lembrar o programa de governo criado pelo partido para as últimas eleições e defender o governo federal. "Este (o de Sidnei Rocha) não é um governo de transformação. É socialmente insensível", concluiu. <b>CLÍMAX</b> O jornalista Corrêa Neves Júnior foi o penúltimo a discorrer sobre o que observou de pior - e melhor - neste primeiro semestre do governo de Sidnei Rocha. De acordo com o jornalista, na relação de dissabores do tucano nesta primeira etapa estão a eleição de Graciela David Ambrósio como vereadora mais votada, a crise na economia mundial que derrubou a arrecadação municipal e a própria apatia da Câmara Municipal. “É tão ruim (o desempenho do Legislativo) que, em vez de ajudar, atrapalha”, disse. Para Corrêa Neves Júnior, o tucano começou seu segundo mandato hesitante, precisou redefinir os rumos da administração e já estaria caminhando para colher os frutos do que plantou nos últimos quatro anos. "Para o primeiro mandato ele (Sidnei Rocha) tinha tudo muito claro. Estava preocupado em pagar as contas e, para sua satisfação pessoal, derrotar o PT. Agora, com as finanças controladas, sem eleições para disputar e com uma Câmara de baixa qualidade como esta, não há inimigo a derrotar. Rocha perdeu sua motivação. nao havia mais demônios a combater", explicou Corrêa Júnior. O jornalista disse também que o tucano é um homem de decisão e de pouca discussão. Mas defendeu que é preciso fazer uma análise - sem paixão por quem participa da vida pública - de como isso é interpretado pela po-pulação. "Sidnei teve a aprovação popular comprovada pela expressiva votação de mais de 60% da população francana e nós não podemos esquecer isso", afirmou. Quando o microfone da tribuna foi aberto a perguntas, a audiência direcionava questionamentos aos líderes petistas. No entanto, em pouco tempo as perguntas começaram a ser feitas, timidamente, a Corrêa Júnior. Ao final, o jornalista passou a ser bombardeado de indagações sobre os mais diversos temas: de tarifa de ônibus a meia entrada ou a postura de Sidnei Rocha enquanto comunicador. E não se furtou a responder nenhuma questão. "Foi uma experiência muito positiva. Como imprensa, a gente exige muito dos políticos e quando chamados temos que estar prontos para falar e para ouvir. É o nosso papel", concluiu. Com a repercussão e participação de petistas e membros de outras coligações, bem como pela colaboração do público, a diretoria do PT planeja pelo menos três outros debates até o final do ano.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários