Eles pesam menos de dois quilos. São econômicos, compactos e considerados a última tendência em termos de computador. Os netbooks (equipamentos ultraportáteis) são ideais para quem prefere abrir mão de configurações complexas em troca de praticidade e melhores preços.
Os modelos são excelentes ferramentas para profissionais que navegam na internet em diferentes locais e utilizam programas simples, enviam e recebem e-mails, usam planilhas de cálculo e editores de texto. “As funções deles são limitadas, no entanto, as mais indicadas para um público focado na mobilidade”, disse Everton Cardoso, técnico de informática e proprietário de uma loja que vende e presta assistência técnica ao equipamento.
Na hora de eleger um modelo, o especialista destaca a escolha da qualidade de armazenamento e o tipo de processador. “No ramo dos ultraportáteis se destacam os que possuem 160 gigas de armazenamento de dados (HD) e processador Athlon, e que seja rápido e acessível na conexão (internet)”, disse.
Os “pequenos” não acompanham os notebooks por não possuírem leitor de DVD, não instalarem arquivos pesados, aplicativos de imagens, jogos e Photoshop. Em compensação gastam um décimo da energia dos modelos com maior capacidade, permitem a utilização da tecnologia 3G, onde o usuário navega pela internet em alta velocidade e sem a necessidade de fios, e são mais seguros em caso de roubo por armazenarem menos informações. “Itens básicos como memória, processador e HD são parecidos. Ele veio para ser nosso segundo computador, como se fosse uma agenda para carregar no dia a dia”, disse.
Os netbooks se diferenciam dos “note” também pelo preço. A maioria dos aparelhos ultraportáteis, que pesam cerca de 1,5 kg - metade dos tradicionais notebooks -, custam em média R$ 1,6 mil. Já um notebook tem preços que variam de R$ 1,8 mil a R$ 4,5 mil. Há modelos intermediários com telas de 12 polegadas e preços entre R$ 2 mil e R$ 3 mil (confira na página).
<B>PEQUENA ‘GRANDE’ IDEIA</B>
Para dar agilidade aos negócios, o representante comercial, Vinícius de Souza, 27, aderiu aos modelos netbook no início deste mês. “Já tinha um computador tradicional em casa. Mas sempre que precisava viajar e fazer relatórios tinha que pedir um emprestado”, disse.
Antes de comprar o equipamento, ele pesquisou preços em diferentes empresas do ramo e conseguiu tirar a dúvida se comprava um “note” ou “net”. “Os dois são muito bons. Mas para o meu tipo de trabalho, preferi a comodidade e o preço inferior do netbook”, disse. Ele revelou ter pago R$ 1,4 mil no seu modelo portátil.
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