Representantes das casas de recuperação de dependentes químicos aprovaram a iniciativa do Ministério Público. A expectativa deles é conseguir respaldo do poder público para melhorar o trabalho e até ampliar a oferta de vagas para atender a demanda reprimida de dependentes de drogas e álcool.
Maurício Maniglia, fundador e orientador geral da Amafem (Associação Mão Amiga de Amparo Feminino), que há quase dez anos oferece tratamento para mulheres dependentes, acredita que a iniciativa irá mobilizar as entidades a melhorarem os serviços prestados. “Só do Ministério Público estar interessado no trabalho que está sendo feito e no que está errado já é crescimento para todos. Esse envolvimento é sinal de que as comunidades terão de se adaptar a regras e, de uma maneira ou de outra, isso nos força a evoluir”.
Jorge Martins, coordenador do Narev, também aprova a iniciativa. Por semana, a entidade atende 20 pessoas interessadas em se tratar. “É uma proposta interessante que irá unir as entidades e orientará sobre como regularizar a parte de documentação. Precisamos desse respaldo porque a procura por tratamento é crescente”.
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