Ir ou sair do banco se tornou uma tormenta para comerciantes e pequenos industriais francanos. Somente neste ano, marginais lucraram R$ 134,6 mil em ataques a vítimas transportando malotes com dinheiro. A polícia não tem um levantamento de quantas pessoas foram roubadas, mas com base nas matérias publicadas pelo Comércio, entre janeiro e julho, 13 empresários foram alvos. Para evitar ações como estas a polícia faz um alerta, para que industriais e comerciantes fiquem atentos na hora de chegar ou sair de uma agência bancária.
A maior parte dos crimes ocorreu, quando as vítimas chegaram em suas empresas. Dos 13 assaltos publicados pelo Comércio, apenas dois aconteceram quando as vítimas entravam nas agências bancárias. No início da semana aconteceu um dos mais graves. Por pouco o assalto não terminou em morte. O dono de uma casa lotérica levou dois tiros, que atingiram sua perna esquerda, quando chegava com um malote na agência da Caixa Econômica Federal, localizada na Estação. Como resultado, os criminosos levaram aproximadamente R$ 11 mil e ainda não foram identificados.
No período de seis meses, roubos desta natureza geraram prejuízo de R$ 134,6 mil. Os valores variam de R$ 2 mil a R$ 34 mil. Pelo levantamento, os ataques costumam a acontecer sempre em épocas de pagamentos, quando industriais, comerciantes e funcionários de escritórios, responsáveis pelo transporte de malotes, se dirigem às agências e expõem sua vulnerabilidade. Para a polícia, os assaltantes se misturam com clientes dentro dos bancos monitorando aqueles que usam uniformes de empresas ou saem dos estabelecimentos carregando malotes com dinheiro. “Existem casos em que os bandidos recebem informações de comparsas sobre o dia-a-dia do industrial. Com isto, as vítimas se tornam alvos fáceis”, disse o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
A pesquisa destes casos revela um modus operandi: em todos os ataques os ladrões agiram em duplas e fugiram em motocicletas.
A luta da polícia contra estes marginais tem sido inglória. Alguns deles tornaram-se especialistas no crime. Em maio deste ano a polícia prendeu dois homens que utilizavam uma maneira diferenciada na hora de fugir após concretizarem o roubo. “Quando a vítima saía com o malote de dinheiro eles a seguiam e a roubavam. Fugiam em uma moto e no caminho a escondiam em um furgão. Depois deixavam a cidade sem despertar suspeitas”, revelou o delegado Márcio Murari, da DIG de Franca.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.