Os 53º Jogos Regionais terminam hoje em Franca após 11 dias de competições e a presença de milhares de atletas. Nas delegações de cada uma das 58 cidades participantes, cada competidor traz uma história. Em alguns casos, a prática esportiva significa muito mais que ganhar uma medalha ou conquistar pontos para sua equipe. Trata-se verdadeiramente de um sentido para a vida.
História assim é exemplificada por Edmar Ângelo Petrucci, 50, de Pradópolis. Ele correu os 1.500 m e não se importa em competir com adversários com 20 anos ou 30 anos menos, como aconteceu na prova disputada em Franca. “É um prazer estar nas pistas e representar minha cidade”, disse o atleta e funcionário da prefeitura de Pradópolis, que compete desde os 27 anos.
“Ganhei tantas medalhas que perdi a conta. Foram mais de cem, fora os troféus”, completou. Os Regionais de Franca ainda tiveram outro sentido para Edmar. Ele rompeu os ligamentos do joelho em um acidente de trabalho e ficou cinco meses em tratamento. “A coisa foi feia. Passei por uma cirurgia arriscada. Tive medo de não voltar a competir.” Além dos Jogos, ele também disputa provas pelo Estado. “Não sei viver fazendo outra coisa”, reconheceu o atleta.
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A competição também serviu para despertar o interesse de Maria de Lourdes Molina, 53. Ela participou de seu primeiro Regional neste ano após começar a correr aos 50. Casada e mãe de três filhos, ela defendeu Jeriquara nos 5 mil e 10 mil metros. Chegou em último lugar no certame, mas não se importou. “É um prazer correr”, declarou.
Mara Alice da Cunha Barbosa, chefe do Comitê Dirigente dos Jogos, destacou também as provas de PCD (Pessoa com Deficiência) que extrapolam o simples ato de competir. “Essa é a ideia, buscar novos valores e servir de superação para as pessoas”.
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