A Apae (Associação de Pais e Amigos do Excepcional) continua com o processo de inclusão de seus alunos na rede regular de ensino. No início de 2009, 47 crianças com Síndrome de Down, paralisia cerebral e distúrbios de aprendizagem foram transferidas para outras instituições.
Desde 1982, a entidade avalia se seus usuários têm condições de serem encaminhados para outras escolas, mas no ano passado montou uma comissão especial para analisar a aptidão das crianças e adolescentes deficientes. A equipe foi formada após várias discussões sobre a resolução da Secretaria Estadual de Educação, que determina a inclusão na rede regular de todos alunos com deficiências mental e física até 2010.
O grupo é formado por seis profissionais: psicólogo, pedagoga, fisioterapeuta, fonoaudióloga, neurologista e assistente social. “Dos 47 transferidos para outras escolas, 19 foram encaminhados pela comissão. Os demais estudaram até a 4ª série na escola da Apae, que não oferece as demais séries do ensino fundamental. Como os alunos tinham condições, foram transferidos para a 5ª série de outras escolas”, disse a assistente social Sílvia da Silva. Com trabalho permanente, a comissão continua avaliando os alunos entre 6 e 14 anos.
Se os usuários não têm condições de acompanhar o ensino na rede regular, permanecem na Apae nas oficinas do ensino profissionalizante. Alguns trabalham como estagiários na entidade e outros são inseridos no mercado de trabalho. “Eles são encaminhados para atuar nas empresas. Temos mais de 13 alunos inseridos nelas. Eles continuam em atendimento na Apae e, uma vez por semana participam do grupo com psicóloga”.
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