‘Se o Sidnei for candidato, ele perde’, afirma Ubiali


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<b>CORRIDA ELEITORAL</b> - Deputado Marco Aurélio Ubiali concede entrevista a Leandro Vaz durante a última edição da Francal
<b>CORRIDA ELEITORAL</b> - Deputado Marco Aurélio Ubiali concede entrevista a Leandro Vaz durante a última edição da Francal
A pouco mais de um ano para as próximas eleições, o deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB) já antecipou a disputa. Mais do que isto: colocou fogo na corrida eleitoral ao cutucar o atual prefeito Sidnei Rocha (PSDB). “Se o Sidnei for candidato, ele perde”. A afirmação foi feita pelo parlamentar durante visita à Francal na quinta-feira, 16. “Eu ganho, com certeza, sem a menor modéstia”, completou. Acompanhado do filho Guilherme e de assessores, Ubiali passou por estandes de empresas da cidade e conversou com jornalistas do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação) na redação integrada do Comércio da Franca e da Rádio Difusora. Primeiro, justificou sua ausência na abertura oficial da Francal, dizendo que estava em Brasília para uma votação importante. “Mas eu participei de um seminário sobre o setor que aconteceu na véspera e gostei muito do que ouvi”. Ubiali falou de sua rotina em Brasília, onde fica de terça a quinta-feira (reserva os outros dias para visitar a base na região) e disse que mantém uma relação próxima com o vice-presidente José Alencar (PRB), a quem definiu como um incansável lutador. O assunto eleições 2010 para a Câmara federal foi inevitável. Ao comentar eventuais candidaturas, disse que não seria uma boa estratégia o atual prefeito lançar seu nome. “Se o Sidnei for candidato, ele vai se decepcionar tremendamente”. Para o deputado, o problema não está no poder de voto do prefeito, mas na acirrada disputa que ocorrerá dentro do PSDB. “Para alguém se eleger no partido, será preciso uma votação muito grande. Mesmo que Franca inteira vote nele, corre o risco de não ser eleito. O PSDB é complicado, reúne muitos caciques. A linha de corte é muito alta”. Na opinião de Ubiali, Sidnei poderia ser acolhido numa secretaria estadual, por exemplo. “O Sidnei me garantiu que não será candidato. Acredito que ele possa ser um bom secretário de Estado”. <b>O CENÁRIO</b> Outra nome que aparece quando o assunto é eleição para deputado federal é o da delegada e vereadora, Graciela Ambrósio (PP). Para Ubiali, o quociente eleitoral do partido pode ser um entrave. Ele avalia que o quociente deverá ser alto (ou seja, ela precisaria receber uma grande quantidade de votos para tentar se eleger). Isto porque ele acredita em queda nas votações dos atuais deputados Paulo Maluf e Celso Russomano, que obtiveram juntos 1,4 milhões de votos em 2006 e arrastaram outros três candidatos com votações inexpressivas do partido de Graciela. “Ela vai ser uma grande candidata a deputado estadual e não federal”. Disse que o PSB ainda não escolheu seu representante e que existe a possibilidade de não lançar candidatura própria para a Assembléia Legislativa. “Se todo mundo sair, a cidade pode ficar sem deputado estadual”. Ao comentar suas próprias chances de reeleição, o parlamentar inverteu a lógica que prevê para os concorrentes. Nas suas projeções, será mais fácil se eleger pelo PSB. “Nas últimas eleições, o candidato eleito menos votado do partido entrou com 78 mil votos. Como estamos com bons puxadores de voto, acredito que o quociente eleitoral vai cair e que o último poderá entrar com cerca de 50 mil votos”. Eleito nas eleições passadas com 84 mil votos, Ubiali afirmou que trabalha para obter pelo menos 100 mil votos em 2010 devido o trabalho feito na Câmara Federal e em sua base de atuação no interior do Estado. “Tecnicamente, tenho mais vantagem do que os demais por já ser deputado”.

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