Parece que foi ontem, mas amanhã comemora-se 40 anos do pouso do módulo espacial ‘Eagle‘ (águia) na Lua, com dois seres humanos a bordo. O dia 20 de julho de 1969, um domingo, entrou para história quando Neil Armstrong, ex-piloto de caças na Guerra da Coréia, abriu a escotilha e desceu as escadas até tocar o solo lunar.
Aqui, na Terra, milhões de pessoas acompanhavam a transmissão, graças a uma câmera de televisão instalada no módulo lunar. A chamada ‘corrida espacial‘ entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, foi o grande impulso para a exploração espacial e resultou em grandes avanços científicos e tecnológicos. Em 1957, a URSS saiu na frente lançando o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial a entrar em órbita. Uma semana depois, foi lançado o Sputnik 2, com a cadela Laika, o primeiro ser vivo a ir para o espaço.
Em 1961, o presidente John Kennedy contra-atacou afirmando que os americanos colocariam o homem na Lua até o final daquela década. A promessa foi considerada quase impossível, pois naquele momento os EUA não possuíam foguetes sequer para colocar o homem em órbita da Terra. A partir daí iniciaram-se pesquisas e mais pesquisas para superar os obstáculos surgidos durante as missões ‘Apollo‘.
A partir da disputa entre os EUA e a URSS, houve um avanço tecnológico fantástico, pois ao desenvolver os meios necessários para colocar o homem no espaço, as tecnologias desenvolvidas imediatamente eram utilizadas para melhorar a qualidade de vida. O mundo em que vivemos, com certeza, seria completamente diferente se não tivéssemos o auxílio das pesquisas e dos engenhos espaciais.
Sabemos perfeitamente que os programas espaciais tiveram motivações políticas, pois os americanos não podiam aceitar a supremacia dos russos na tecnologia espacial. Assim, os EUA, à custa de muito dinheiro, produziram um período fantástico da ciência, tecnologia e exploração. A transferência de tecnologia entre as áreas espacial e terrestre para utilização dos cidadãos em seu dia a dia foi tanta que hoje é vista como questão de sobrevivência.
As missões espaciais exigiram soluções de problemas que inicialmente pareciam incontornáveis, e aí é que surge a capacidade do ser humano e de sua criatividade frente a um obstáculo. Assim, naquele domingo, quando os holofotes estavam voltados para três corajosos seres humanos, poucos tinham a consciência de que o trabalho de milhares de pessoas encontrava-se envolvidos naquela conquista.
Sempre que somos provocados a comentar o tema, ressaltamos a coragem, a ousadia e podemos dizer o ímpeto quase irracional dos astronautas, pois a possibilidade da missão Apollo 11 falhar eram muito maiores do que a possibilidades de sucesso, tanto que o presidente americano Richard Nixon já tinha um discurso pronto que finalizava assim: ‘A fatalidade determinou que aqueles homens que foram para a Lua explorá-la em paz, permaneçam na Lua para descansar em paz‘.
Realmente, efetuando uma análise cronológica da missão temos que admitir que os três astronautas foram heróis, pois:
1) sentados sobre a ponta de um foguete com toneladas de combustível que os acionaram a uma velocidade de 28,8 mil quilômetros por hora;
2) superado o lançamento tiveram que calcular e aproveitar o movimento de rotação da Terra para disparar os foguetes do terceiro estágio para atingir a velocidade variável com o máximo de 40 mil km/h e mergulhar no espaço percorrendo 384 mil quilômetros de distância até a Lua;
3) Durante a viagem precisavam calcular onde a Lua estaria em três dias, juntamente com os cálculos de que a gravidade da Terra tentaria reter a espaçonave até a metade do caminho. Um erro nos cálculos e poderiam se chocar com a Lua ou passar longe e não conseguir se prender a fraca gravidade lunar, perdendo-se no espaço numa rota sem retorno;
4) Michael Collins ficaria no módulo de comando em órbita lunar e Armstrong e Aldrin desceriam no módulo lunar;
5) no módulo lunar a capacidade dos computadores, que conduziriam automaticamente a descida, era compatível com a de um processador de telefone celular atual, falharam, disparando alarmes e sirenes no ouvido dos astronautas;
6) Por erro de cálculo o local de pouso, que deveria ser uma planície, estava cheio de crateras e elevações, que poderiam tombar o módulo;
7) a 150 metros do solo lunar, faltando 20 segundos para que o combustível acabasse, Armstrong tomou a decisão de desligar o piloto automático e o computador, assumindo a condução do módulo. Após um longo silêncio, para alívio geral, o centro espacial de Houston recebeu a mensagem ‘A Águia pousou‘;
8) A viagem de volta, igualmente, não era nada fácil, principalmente na reentrada, pois um ângulo errado faria com que a nave fosse incinerada devido ao calor provocado pelo atrito com a atmosfera terrestre.
Enfim, a missão Apollo 11 ficou conhecida pela famosa frase: ‘É um pequeno passo para um homem, um gigantesco salto para a humanidade‘ e, apesar das polêmicas e versões de fraudes não comprovadas, a conquista provou que o ser humano quando provocado e desafiado consegue superar obstáculos aparentemente intransponíveis.
<b>FRANCAL</b>
Mais uma vez os expositores da Francal demonstraram que não falta criatividade e desenvolvimento para superar momentos difíceis para o setor calçadista. As expectativas foram superadas. Parabéns a todos os verdadeiros profissionais da indústria calçadista, que colaboraram para que a feira fosse um sucesso.
<b>ECAD</b>
Um absurdo o ECAD - Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, cobrar direitos autorais de bares, restaurantes e similares, quando os estabelecimentos estiverem com aparelhos de televisão e rádios ligados. É preciso que alguma autoridade tome providências. A rede de televisão ou radiodifusão já recolhe os direitos autorais. Além de tudo, será que os valores arrecadados chegam, de verdade, ao titular?
<b>Antônio Carlos Caetano Menezes</b>
<i>é advogado, administrador de empresas, professor universitário</i>
toninhomenezes@comerciodafranca.com.br
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