Ovelhas sem pastor


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As missas do 16º Domingo do Tempo Comum tem como tema central a preocupação de Deus com seu rebanho, caminhando sem a presença de um pastor. A 1ª leitura é do livro do profeta Jeremias. A 2ª leitura, é trecho do capítulo 2 da carta aos Efésios. O evangelho é extraído do capítulo 6, de São Marcos. O profeta Jeremias viveu no fim do século VII antes de Cristo. Foi um período político muito difícil, com sucessivos governos corruptos, sem preocupação com a honestidade ou auxílio aos mais necessitados. A situação era calamitosa e é durante esse período que Jeremias é chamado para desenvolver sua missão. Na 1ª leitura o profeta fala em nome de Deus, comparando os dirigentes políticos a pastores que não protegem o rebanho e sim, o conduz à perdição. O profeta dirige ao povo sofrido uma palavra esperançosa, dando-lhes a garantia de que Deus não irá abandoná-los. Anuncia a chegada do rei-pastor da família de Davi. A profecia se cumpriu em Jesus Cristo. Essa leitura nos faz pensar sobre o peso da responsabilidade que temos no mundo, e que não devemos abusar da autoridade que nos foi dada para não cometer injustiças. Quando não respeitamos o próximo, quando não dialogamos com os outros, estamos agindo como "maus pastores". O autor da Carta aos Efésios está falando a cristãos de origem pagã que foram batizados há pouco tempo e os convida a meditar sobre a nova condição: antes estavam "longe" diz-lhes mas agora "estão presentes". De quem eles se aproximaram? Do povo que tinha recebido a promessa de todas as bênçãos de Deus. Israel sentia-se envaidecido pela sua própria escolha; mantinha-se isolado dos demais povos e tinha leis muito rígidas que impunham evitar qualquer contato com os não-descendentes de Abraão. A leitura nos ensina que Jesus derrubou todas as barreiras que separavam os homens e os reuniu num único povo. Há, é verdade, mil razões que explicam as nossas divisões: barreiras constituídas por diferenças de nacionalidades, de raças, de tribos, de mentalidades e de comportamentos. Contudo, não obstante, nós devemos estar em condições de mostrar ao mundo que o amor de Cristo consegue derrubar todos os muros que nos separam. No evangelho, Jesus convida seus discípulos para descansar um pouco. Sobe então, com eles, em um barco e se afasta no lago. Jesus quer continuar ensinando-lhes, avaliando o que foi feito e planejar como fazer o muito que falta. O descanso é breve: dura o tempo da travessia do lago no barco. Jesus e os apóstolos se encontram novamente no meio da multidão, pois quando chegam na outra margem o povo já se encontrava lá. Ele sente compaixão pois parecem como um rebanho sem pastor. Ele cumpriu sua missão. Jesus trouxe sempre uma palavra de esperança para o seu povo. O Mestre convive com seus filhos e irmãos que devem ser salvos, não proferindo palavras agressivas, mas sentando-se ao lado e dialogando. Também senta-se ao nosso lado, entende os problemas e as situações que vivemos e nos ajuda com perseverança e com a paciência do Pai. <b>NOVA ENCÍCLICA DO PAPA</b> O papa Bento XVI assinou e publicou a sua terceira encíclica. O tema, "questões sociais". Como título: "Caritas in Veritate", ou seja, "A Caridade na Verdade". Nela, o Papa destaca que a sociedade deve buscar o desenvolvimento social e econômico respeitando o ser humano, com especial atenção aos pobres. É escrita em latim e traduzida para vários idiomas do mundo. <b>PEREGRINAÇÃO</b> Os jovens das comunidades neo-catecumenais fazem peregrinação a Belo Horizonte. Cerca de mil jovens da Diocese de Franca participarão de três dias de oração e reflexão sobre a missão do jovem no mundo moderno. <b>PENSAMENTO</b> "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". <b>José Geraldo Segantin</b> <i>Pároco da Catedral de Franca</i> segantin@comerciodafranca.com.br

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