Vigilante tem receio de perder terreno


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No meio do entrave entre os Cartórios de Registro de Imóveis e a Caixa Econômica Federal está a família do vigilante Emerson Fernandes, 33. Ele mora com a mulher e os dois filhos de 12 e 8 anos numa casa alugada por R$ 200 no Jardim Redentor. Com o Programa “Minha casa, minha vida”, conseguiu financiar um terreno e imóvel no Jardim Luiza II por R$ 55 mil. O governo subsidiará R$ 16 mil e o restante será financiado pela Caixa. Após apresentar todos documentos exigidos pelo banco para o financiamento e assinar o contrato com o vendedor, enfrenta a incerteza de ter uma casa em seu nome e se livrar do aluguel. Há dois meses, aguarda o registro da “escritura” pelo cartório e liberação do dinheiro. Emerson disse que corre o risco do negócio ser desfeito. “Comprei o terreno e a casa num pacote. O dono do terreno ameaçou entrar na Justiça para cancelar a venda. O dinheiro está na conta dele, mas bloqueado porque não tenho o registro no cartório. É algo pelo qual lutei e sonhei tanto e não sei se vou conseguir”.

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