Geração de empregos em Franca encolhe no primeiro semestre


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A geração de emprego em Franca encolheu neste primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2008. De janeiro a junho último, os setores da indústria, construção civil, comércio, serviços, administração pública e agropecuária deixaram de criar mais de 2,4 mil vagas de trabalho na cidade, uma queda de 24,5% em relação ao mesmo período do ano. Os dados são do Caged (Cadastro Geral Empregados e Desempregados) e foram apresentados ontem pelo ministro do Trabalho, Carlos Luppi. A retração foi motivada pela crise financeira que atingiu o País em outubro do ano passado e provocou, só em dezembro, a demissão de mais de dez mil trabalhadores francanos. A partir de janeiro, a indústria e demais setores começaram a dar sinais de recuperação. No mês de abril, já foram criados 843 postos de trabalho. Em maio, o número subiu para 1267, chegando a 1191 em junho. O aumento gradativo nas contratações revela uma reaceleração da economia local, mas ainda não no ritmo ideal para recuperar os postos fechados no final do ano passado. “Esperamos recompor todas as vagas até outubro e fechar o ano no azul”, disse José Carlos Brigagão, do SindiFranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca). A indústria foi o setor em que o ritmo de criação de empregos sofreu a maior retração. Com a segunda maior diminuição no número de novas vagas de trabalho, o setor agropecuário, além da crise, atribui a baixa geração de empregos às substituições de trabalhadores por máquinas ocorridas. “Os produtores ficaram com muito medo da crise, por isso contrataram menos. Houve também uma maior implantação de máquinas no campo em relação aos anos anteriores”, disse Sônia Aparecida de Paula, da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Franca. Para a sindicalista, o futuro é de incertezas e poucas vagas poderão ser criadas nos próximos meses. “Estamos com a safra em andamento. Pode haver contratações em fazendas, porém acho um pouco improvável”. Presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), João Cheade, disse que o cenário foi ruim, mas poderia ter sido ainda pior se não fosse a atuação dos setores comercial e de serviços. “Franca tem as principais lojas varejistas do País e foi esse setor comercial que sustentou os empregos nesse primeiro semestre do ano. A nossa esperança é de melhoras, principalmente com a recuperação de pedidos nas indústrias calçadistas da cidade”.

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