A 3ª Parada Gay de Franca, que acontecerá no dia 26 de julho, sofrerá mudanças neste ano. Com dificuldades de conseguir patrocínio para realização do evento, o movimento GLBTT (Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis) decidiu cancelar a contratação de convidados de São Paulo, Ribeirão Preto e outras cidades que participaram das edições anteriores. A organização quer evitar despesas com viagens e hospedagem dos convidados. A Parada Gay será realizada no Parque de Exposições “Fernando Costa”, das 14 às 22 horas.
Segundo Gilberto Mendes de Almeida, 37, coordenador do evento e do movimento GLBTT, a crise financeira desencadeada em outubro de 2008 dificultou o apoio de patrocinadores. “Os gastos com a Parada serão enxugados porque várias pessoas, como sindicatos, que estavam conosco no ano passado, não estarão presentes agora porque foram afetadas pela crise”.
A Prefeitura cedeu o espaço para o evento, que contará com patrocínio da Skol. “Não teremos gastos com a área, mas as despesas com palco, som, DJs, gogoboys e seguranças são muito altas”. O coordenador estima que o evento com atrações “importadas” custaria cerca de R$ 30 mil. “Não temos esse dinheiro. Só vamos fazer a festa porque eu e os voluntários que me ajudam gostamos muito desse tipo de evento e não queremos perder a tradição de promover a Parada Gay anualmente”.
As drag queens francanas que já confirmaram presença são Nega do Bafão, Nalanda Power, Penélope, Richelli e Tânia Leão. A animação musical ficará por conta dos DJs Beto Spiller e Diovanni. Os gogoboys ainda estão sendo contratados para dançar no palco durante as oito horas de festa.
O público esperado para este ano é menor em relação às edições anteriores: cinco mil pessoas. Em 2008, eram esperadas 30 mil, mas o frio espantou o público e apenas mil compareceram. O tema da 3ª Parada Gay é “Preconceito é opinião sem conhecimento”. “Muitas vezes, a pessoa vê um homossexual e faz várias críticas. Queremos mostrar como um gay é. Temos de mostrar como nós somos à sociedade de Franca para que não falem mal da gente”, disse. Não haverá cobrança de ingresso. A organização pede doação de um quilo de alimento não-perecível (exceto sal e fubá) para repassar ao Fundo Social de Solidariedade.
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