Semana passada esse espaço foi utilizado para questionar acerca de quem nos protegerá dessa "democracia". Invariavelmente o momento é de questionamentos, principalmente em face do que vem ocorrendo com as políticas adotadas pelos "democratas" no Poder em toda a América Latina. A festejada "democracia" cubana exaltada pelos nossos líderes brincalhões e fanfarrões continua com os fuzilamentos nos paredões. Os "desaparecimentos" dos contrarevolucionários persistem, e o que é sintomático: os barcos continuam afundando cheios de cubanos "felizes" com a "democracia" castrista e castrada, os quais buscam refúgio na Flórida.
Enquanto isso, aqui no Brasil, eventos danosos à nossa soberania e ameaças às riquezas naturais continuam ocorrendo. Tudo fazem para se manter no Poder. Exemplo claro é a negociação realizada entre o Presidente e o aliado de Sarney - Edson Lobão, Ministro das Minas e Energia - com banqueiros internacionais os quais terão participação na gestão de dois fundos criados pela nova estatal que explorará o petróleo do pré-sal. Ficou acordado que tais banqueiros administrarão dois lucrativos fundos, um salarial e outro trabalhista, corroborando o que já é público e notório, ou seja, os grupos econômicos privados, nacionais ou transnacionais ficam com os lucros que deveriam ser aplicados em educação, pesquisa, saúde, infraestrutura.
Passou da hora da sociedade brasileira que ainda pensa, levantar-se contra essa "gripe comunista" e desenvolver um antídoto contra esse vírus que pode levar à morte. Já reparou, nobre leitor, que os políticos brasileiros não possuem nenhum ideal, a não ser o de se locupletarem com o que pertence a todos? Para se ter uma idéia da complexidade que envolve a Administração Pública, pense no seguinte: qualquer pessoa que esteja disposta a abrir uma micro ou pequena empresa e ter sucesso, deverá se preparar para enfrentar diariamente, as adversidades e peculiaridades de cada segmento.
Ser empresário requer perspicácia, inteligência, empreendedorismo, conhecimento, análise dos cenários mercadológicos, enfim: não é qualquer visionário que obterá resultados, contando com a sorte.
O mundo mudou e o brasileiro acredita que política é o ato pelo qual um sujeito "bonzinho", distribui cestas básicas, dentaduras, atende gratuitamente, abraça o eleitor, brinca com a criancinha miserável (e depois toma banho de desinfetante, porque para eles a pobreza que eles mesmos causam é contagiosa). Para administrar um pequeno negócio é indispensável que o empresário tenha certa cultura, conhecimento, bons consultores, enfim, não é possível uma gestão amadora. Há que se ter profissionalismo. Porque não exigir, para começar, que o vereador, tenha capacitação para exercer o cargo? A visão política do povo brasileiro, ainda é a dos tempos dos coronéis. Isto tem de acabar. É muito poder para quem não sabe nada. Entregar um Município, um Estado da Federação ou mesmo a União nas mãos de analfabetos, entreguistas e incompetentes, é dar de presente um tesouro inestimável chamado Brasil, para os domínios dos idealizadores da Nova Ordem Mundial, ou seja, de um Governo Único.
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Advogada formada pela FDF, pós-graduada em Política e Estratégia e Direito Ambiental
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