O rei das baladas francanas


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<b>SEMPRE CRESCENDO</B> -  Luciano Carvalho, o Lu, mostra o espaço que agora ele administra para a realização de festas. A Mansão do Lu, como foi batizado o local, é o quarto empreendimento do empresár
<b>SEMPRE CRESCENDO</B> - Luciano Carvalho, o Lu, mostra o espaço que agora ele administra para a realização de festas. A Mansão do Lu, como foi batizado o local, é o quarto empreendimento do empresár
<p align="justify">No começo da tarde de terça-feira, Luciano Carvalho, 42, o Lu, falava ao celular em pé no meio do Posto Galo Branco. A cena é comum na rotina de um dos maiores empresários do ramo do entretenimento de Franca. Ex-empresário do ramo de bordados, Luciano começou a fazer pizzas numa panela de ferro de casa em casa em 1996. Sete anos depois, abriu a Sapataria da Pizza numa casa pequena e até então abandonada no Centro da cidade. Conquistou uma clientela cativa. Doze meses mais tarde, resolveu que era hora de mais agitação. </p><div align="justify"> </div><p align="justify">Montou o bar que levaria seu nome: o “Boteco do Lu”. O negócio nasceu sem que Luciano tivesse um décimo do valor acertado para a abertura. Agora só nos primeiros seis meses de 2009, mais dois points foram inaugurados com seu nome a Pastelaria do Lu e a Mansão do Lu. E o francano que cresceu em uma família que adora a cozinha e festas planeja até o fim do ano inaugurar seu quinto empreendimento, também no ramo de alimentação: um novo restaurante japonês. </p><div align="justify"> </div><p align="justify">Apaixonado pela noite, Lu adora uma festa e não tem medo de investir em Franca. Nessa entrevista, ele fala inclusive por que não para de buscar novidades, revela como a crise financeira enfrentada pelos calçadistas afetou seus negócios e fala sobre o segredo para atrair tanta gente a seus negócios todo fim de semana. Sobre o futuro, o projeto que tem tomado seus pensamentos é a transformação da Sapataria da Pizza em franquia. Pelo menos até agora cinco cidades de grande porte já manifestaram o desejo de ter a pizzaria. A primeira deve ser inaugurada em 15 dias no Rio de Janeiro. Mesmo com toda correria, Luciano diz que ainda consegue reservar tempo para cuidar da mulher Patrícia Latuf e das duas filhas (Isadora, 19, e Flora, 15).  </p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio da Franca - A Mansão do Lu é o seu quarto empreendimento em Franca, depois da Sapataria da Pizza, do Boteco e do Pastel do Lu. Como tudo isso começou?<br />Luciano Carvalho -</strong> Esses dias fui num bate-papo na faculdade, lá no Brejão, e estava falando sobre como tudo começou. Engraçado, só lembrava da parte das pizzas nos ranchos, no Buritizinho, na Fazenda Belo Horizonte... Lembrei que passei pelo Mário Roberto (posto de combustível que antigamente tinha uma área de restaurantes e bares) e só depois de sete anos fui montar a Pitcinha. Passei sete anos fazendo pizza de casa em casa! Mas se puxar lá no fundo, para a família não ficar brava, tudo começou com o meu avô Mateus Garcia Robes, no Mercadão na década de 60. Meu avô tinha banca de frutas e meus tios Diogo Garcia Fernandes, Mateus Garcia Fernandes, Antônio Garcia Fernandes, o “Neno”, e José Garcia Fernandes também trabalhavam com lanchonete, açougue e restaurante. Depois meu tio Diogo teve uma petisqueria na praça do Centro. Então sou de uma família que já vem dessa área, dessa coisa de bar e restaurante. Agora o meu empreendedorismo, acho que puxei do meu pai Ibirá de Carvalho. Sempre curti muito o jeito dele de ser quando ele tinha uma indústria de máquinas de costura. Ele desenvolveu a primeira máquina de costura em coluna do Brasil, foi pioneiro. Então ele produzia, vendia, desenvolvia outro modelo, estava sempre inventando moda. Eu sou meio assim. </p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - O empresário Luciano Carvalho nunca teve medo de arriscar?<br />Luciano -</strong> Não. Eu sempre falo que não considero o risco. Quando o pessoal comenta “você acha que vai dar certo?”, eu sempre respondo que quando a gente se dedica e faz com carinho, o risco fica muito pequeno. Se eu imaginasse ou pensasse no medo, acho que nem faria nada. Procuro sempre pensar e passar para o meu pessoal que vai dar certo e tem que dar certo. Vamos trabalhar, mexe daqui, dali e pronto. Tem que ir adequando, ajeitando no dia-a-dia. Com certeza, as coisas dão certo.</p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - O fato de Franca, uma cidade do interior, estar na divisa com Minas Gerais, sem ligação com grandes rodovias, é um complicador na hora de investir?<br />Luciano -</strong> Tudo é muito relativo. Em relação a Ribeirão Preto, pelo menos no nosso ramo, é bem diferente. Lá, as coisas não duram tanto tempo. Um bar abre e, quando você volta seis meses depois, às vezes, ele não existe mais. Todo mundo fala que preciso abrir algo em Ribeirão, mas não sei se lá vou acertar. Não posso abrir vários empreendimentos sem conhecer o pessoal da cidade e sem tanta influência. Para isso, preciso de um trabalho a médio e longo prazo. Não tenho do que reclamar em Franca. Estamos passando da fase da indústria para o comércio. Essas grandes empresas varejistas não vieram à toa. Claro que, se Franca estivesse na Rodovia Anhaguera, ela seria quatro vezes maior que Ribeirão. A posição geográfica atrapalha um pouco, aqui não é um caminho de passagem. Você bate na serra e tem que voltar.</p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - Falando em Ribeirão Preto e outros grandes centros, você tem planos de transformar a Sapataria da Pizza numa franquia. Como está esse projeto? <br />Luciano -</strong> Esse lance das franquias agora vai. No prazo de 15 dias, devo abrir a primeira Sapataria da Pizza no Rio de Janeiro. Estou com um pessoal de consultoria, que é uma empresa que administra franquias, tem várias marcas que eles colocaram no mercado para andar e tem dado certo. Eu tentei correr atrás de tudo sozinho e é muito difícil, não tem como. Praticamente estou fazendo uma sociedade, uma parceira com essa consultoria e o projeto vai andar. Temos já diversas propostas de montagem da Pitcinha e em breve, no período de um ano, em torno de cinco casas serão montadas. </p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - Em quais cidades serão abertas as demais franquias? Isso não vai na contramão do que você disse sobre não investir em centros dos quais você não conhece o público?<br />Luciano -</strong> A primeira será no Rio, e depois também temos Ribeirão Preto, São Carlos, Campinas, Uberaba, Uberlândia e Belo Horizonte e tem até um empresário interessado em levar a Pitcinha para Miami. Lógico que há uma preocupação em montar um negócio numa praça que você não conhece, mas como se trata de uma franquia, a preocupação é menor. O pessoal do Rio esteve aqui fazendo treinamento durante um mês e nós também vamos enviar um pizzaiolo para acompanhar o começo do trabalho, além disso, constantemente haverá vistorias e, por ser franquia, o investidor é obrigado a usar os mesmos produtos, as mesmas marcas. Só aí são 90% de garantia na qualidade. No caso de Ribeirão, a cidade tem potencial, mas é preciso ter estrutura e só com franquia você consegue.</p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - Como a atual situação econômica da cidade, principalmente em relação à crise das indústrias de calçados, atingiu seus negócios?<br />Luciano -</strong> Se a gente tivesse em outro centro mais comercial, talvez não tínhamos passado por essa fase de crise. Ela complicou um pouco para todo mundo. Teve uma época que eu dei curso de inglês para os funcionários da Pitcinha de tanto gringo que aparecia. Todo dia tinha dez mesas de gringo dentro da pizzaria. Hoje aparece um ou outro de vez em quando. Então, mudou muito, lógico que complicou. Mas Franca tem muito mercado aberto, ainda tem muita coisa para ser explorada. É uma cidade muito gostosa, um povo muito bom. É fácil tocar um negócio aqui. Se você levar com lealdade, honestidade, o povo te acompanha, todo mundo te ajuda. </p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - Você tem ideia de quanto já investiu em Franca?<br />Luciano -</strong> Bom, em números, não tenho certo. Preciso contratar uma empresa para me ajudar a administrar todos os negócios melhor. Ter uma organização mais completa sobre isso, porque, conforme tudo vai dando certo, você vai investindo e nem vê muito o quanto. Eu não paro de investir, estamos investindo todo dia. Basta ver o Boteco, vamos fazer mais uma reforma, será a terceira em cinco anos. O investimento nessa área precisa ser constante.</p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - Como será essa reforma do Boteco? O que vai mudar?<br />Luciano -</strong> A reforma deve ocorrer entre agosto e setembro. Será uma reforma na estrutura e muito funcional. Vamos mudar o lado do bar, abrir mais espaço para as mesas e mudar a decoração. Essa decoração será surpresa, mas posso adiantar que ela será temática, algo como um bar na praça.</p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - Como você analisa o fato de estar sempre investindo enquanto boa parte dos empresários estão recuando em seus investimentos?<br />Luciano -</strong> É difícil analisar, tentar entender quem recua, porque recuou, o que aconteceu. Na maioria das vezes, você vê a pessoa falar que vai gastar e não que vai investir. Você apresenta a proposta de um projeto e a primeira pergunta que vem na cabeça de boa parte do empresariado é o quanto que vão gastar. A palavra certa não é essa. Eles deveriam se perguntar quanto vão investir. Você vai investir uma grana para ter o retorno dela. É preciso pensar dessa maneira. Eu sempre acredito nos meus negócios, por isso estarei sempre investindo, mudando, mexendo, criando alternativas. O pessoal que vai duas vezes por semana no bar cansa do ambiente, do cardápio, da cara do garçom. Você precisa mudar o uniforme do garçom, mudar o cardápio, mudar a ambientação do bar, mudar o lado da música, colocar a banda de outro lado. Com isso, a pessoa já se sente em outro lugar, fala para o amigo, comenta, elogia. Esse tipo de investimento não pode parar. Cada dia abre uma coisa nova, se você se acomodar, acaba engolido. Antes a gente vivia só em função de três, quatro lugares, agora temos uma pancada de investimentos, todos legais, de altíssimo nível. Se você não mexer o doce, ele gruda no fundo da panela e aí tchau, grudou, queimou. Para trazer o público de volta, é muito difícil. É preciso investir quando você está em alta.</p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - Você já chegou a investir num negócio ou numa festa que tenha dado prejuízo?<br />Luciano -</strong> Não me lembro de nenhum prejuízo, graças a Deus. Tenho o pé no chão, além disso, as coisas ruins, eu apago (risos)... Gosto de esquecer .</p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - Você acredita que seus negócios são sucesso em razão do alto investimento ou tem mais algum segredo?<br />Luciano -</strong> O investimento é necessário para o sucesso, mas acredito muito na equipe, no pessoal que trabalha junto com a gente. Se não tiver esse esquema de equipe e o apoio da família, é impossível fazer sucesso. Você não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Então é preciso acreditar nas pessoas, valorizá-las e botar fé. Aquela história de que o boi só engorda com o olho do dono, isso precisa acabar. Como o empresário que tem mil funcionários dentro de uma fábrica vai olhar todo mundo? Não tem jeito. É preciso acreditar nas pessoas, colocar um rótulo de confiança e crescer, administrar. E tem muita gente boa em quem confiar, caso contrário você não vai para uma praia, não faz uma viagem com a família, não vai para o rancho. Tem um dia que você precisa largar, tem um, dois, três fins de semana que é preciso curtir a vida. A palavra chave é comprometimento da equipe e isso, graças a Deus, comigo tem dado certo. Tenho uma equipe maravilhosa, além de uma linda família.</p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - Luciano como surgiu a idéia dos seus dois últimos negócios, o Pastel e a Mansão do Lu?<br />Luciano -</strong> O pastel surgiu no Boteco. Começamos a fazer o pastelzinho e, na primeira semana, vendemos uma caixa de massa, na segunda duas e, na hora que vi, estávamos vendendo 15 caixas de massa dentro do Boteco. Daí veio a idéia de montar ele perto da Pitcinha, pois sempre pensei em agrupar os empreendimentos, ter tudo mais ou menos próximo para facilitar. E nós estamos procurando trabalhar um pouco na contramão, porque normalmente toda pastelaria quando dá 18 horas, 19 horas fecha e a nossa abre às quatro da tarde e trabalha até a madrugada... Estamos trazendo um novo produto, bem interessante, para agrupar junto à pastelaria. É um pão italiano, um pão recheado com linguiça, bem tradicional em São Paulo. A pastelaria precisa ter mais opções, porque vi que só o pastel é pouco. </p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - E a Mansão?<br />Luciano -</strong> A Mansão faz parte de um segmento que é cada vez mais forte no país. O brasileiro adora comemorar, tudo é motivo para festa, por isso considero esse um ramo muito promissor.A oportunidade surgiu, era um lugar pelo qual eu era apaixonado, tinha feito a festa de 15 anos da minha filha lá há cinco anos e a amizade e o relacionamento que tenho com o dono do empreendimento possibilitou fechar essa parceria. Vou administrar o negócio e o lugar é maravilhoso, não conheço um lugar tão lindo e propício para uma festa como esse. O local vai estar aberto para eventos, convenções, palestras, aniversário, casamento. Acho que a casa tem tudo para virar um local para grandes festas, principalmente para casamentos, e lógico que quando houver uma brecha, um dia de folga na agenda, nós vamos fazer uma festinha, um show legal, sempre limitadíssimo na quantidade de pessoas para manter a qualidade.</p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - Com a Mansão você completa o quarto empreendimento. Existe planos para um quinto negócio?<br />Luciano -</strong> Até o fim do ano, vamos inaugurar um restaurante japonês, aliás já era para ter sido inaugurado, tenho um compromisso para entregá-lo ainda em 2009. Será em frente à Pitcinha. Decidi por um restaurante japonês porque é um mercado forte, de maior projeção no mundo. É uma comida gostosa, saudável, não tem agrotóxico. E em Franca os restaurantes que têm estão sempre lotados, então percebi que tinha espaço para mais um empreendimento no ramo.</p><div align="justify"> </div><p align="justify"><strong>Comércio - E as próximas parcerias de festas e shows? O que está por vir?<br />Luciano -</strong> A próxima parceria é para o show do Pedra Letícia que será no próximo dia 8 de agosto. É um show para a moçada, para um público jovem. Depois em setembro também já estamos numa nova empreitada. Para o Boteco, teremos uma franquia no ramo de alimentação e o chopp Black Brahma, que será uma novidade em Franca. Já para a Mansão vamos programar diversos shows, como um Lual, para 400, 500 pessoas.</p>

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