Público troca comemoração do feriado por compras


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MANHÃ DE FESTA - PMs participam de homenagem aos heróis da revolução de 1932, quinta-feira, na praça Nove de Julho, no Centro: Petronilho Teodoro da Silva, único francano ainda vivo, esteve presente
MANHÃ DE FESTA - PMs participam de homenagem aos heróis da revolução de 1932, quinta-feira, na praça Nove de Julho, no Centro: Petronilho Teodoro da Silva, único francano ainda vivo, esteve presente
Poucas pessoas se dispuseram a levantar cedo na quinta-feira para prestigiar a homenagem montada pela Prefeitura de Franca aos voluntários locais que lutaram na Revolução Constitucionalista de 1932. A solenidade do Nove de Julho aconteceu em meio às lojas abertas e teve a participação de Petronilho Theodoro da Silva, único combatente francano ainda vivo. O prefeito Sidnei Franco da Rocha não foi, mas enviou o presidente Fundação de Arte, Esportes e Cultura, Reginaldo Emídio, como representante. À tarde, o movimento de consumidores nas lojas do Centro foi grande. Aos 102 anos, Petronilho foi a estrela do evento, que contou com guarnições da Polícia Militar e do Tiro de Guerra local. Na Praça Nove de Julho, no Centro de Franca, o revolucionário baiano assistiu atentamente à cerimônia, que começou com a execução do Hino Nacional seguido por um breve histórico sobre o conflito ocorrido 77 anos atrás, no qual tropas dos Estados de São Paulo e Mato Grosso combateram forças federais, lideradas pelo ex-presidente Getúlio Vargas. Ao lado de Petronilho, familiares de alguns dos 700 voluntários francanos também participaram do ato. “São Paulo não teve outra saída senão seguir com uma declaração de guerra contra o Estado brasileiro. Assim, pretendia conseguir com a luta armada o que não conseguia com o debate político”, destacou o locutor da cerimônia. O ponto alto da comemoração foi a leitura dos nomes dos nove combatentes de Franca que morreram em diversas localidades nos enfrentamentos com forças federais. Para cada nome lido, um atirador do Tiro de Guerra respondia “presente”, com o braço erguido e os punhos cerrados. Em seguida, policiais militares depositaram um coroa de flores no monumento ao soldado revolucionário. O encerramento foi marcado pela participação do tenor Saulo Couto, que cantou a música “Ave, Maria”. As lojas que resolveram abrir no feriado não se arrependeram. O movimento no Centro foi grande durante todo o dia, se intensificando à tarde. “Não imaginei que tanta gente viesse comprar. Estou feliz com o resultado”, disse Anderson Silva, vendedor de uma loja de celulares no Centro.

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