Cuidado com o Diabetes!


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A juventude enfrenta um novo “inimigo”. O número de jovens com diabetes no Brasil e no Mundo cresce a cada dia. A principal causa do aumento das intercorrências na faixa etária entre 15 e 30 anos é a má-alimentação e a adoção de um estilo de vida cada vez mais sedentário. Em Franca, já existem 507 pessoas, com idade inferior a 30 anos, diagnosticadas com a doença. O endocrinologista Mauro Figueiredo, 54, atende em média 400 pacientes por mês no seu consultório e no serviço público de saúde. Ele é um dos profissionais que notaram o crescimento da doença entre os jovens. “Os jovens estão ficando obesos devido à facilidade de locomoção, alimentação calórica e falta de atividade física. O excesso de peso, aliado a uma hereditariedade familiar, pode fazer com que esse jovem apresente uma disfunção na produção de insulina. Isso em uma idade na qual antes não víamos o problema, ou seja, com pacientes entre 15 e 25 anos”, alertou o médico. “A incidência entre os jovens é bem menor se comparada com pessoas de mais idade. O que acontece é um grande aumento do número de casos entre os jovens”, afirmou Figueiredo. Na Casa do Diabético, em Franca, 6 mil pessoas portadoras da doença estão cadastradas. Em 2000 a OMS (Organização Mundial de Saúde) calculava que o número de diabéticos em todo o mundo era de 177 milhões de pessoas. Para 2025, a estimativa é que esse número chegue a 350 milhões. No Brasil, segundo dados da Agência Brasil, existem aproximadamente 6,2 milhões de diabéticos. Em 2025, estima-se que este número suba para 12 milhões de pessoas com a doença. O aumento no número de casos entre os jovens é um dos motivos. As estatísticas da doença são apenas um sinal de alerta para as pessoas na idade em destaque mudarem seus hábitos alimentares e praticarem uma atividade física regular a fim de evitar a doença ou, pelo menos, retardar o seu aparecimento. “O jovem não precisa deixar de comer fritura, lanches e doces. O que tem que ser feito é ter um controle maior e não exagerar. Pode comer e deve comer, mas sem excessos. Praticar uma atividade física (e queimar calorias) também é muito importante”, informou Figueiredo. Se não for tratado adequadamente, o diabetes causa doenças tais como infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais, impotência sexual e lesões de difícil cicatrização, dentre outras complicações. vida normal Ter diabetes, hoje em dia, não significa uma mudança radical na vida das pessoas. Médicos e portadores da doença são unânimes ao afirmar que “é possível ter uma vida normal”, apesar da doença. Daiane Priscila Dias Silva Nalla, 21, universitária, descobriu a doença em agosto de 1992. Ela sentia dores nas pernas, cansaço e muita sede. Feitos os exames, o diabetes foi constatado. Desde então a jovem segue à risca suas orientações médicas. “Faço um tratamento intensivo. Tenho uma dieta regrada e tomo insulina quatro vezes por dia”, revelou a jovem. Com o tratamento, Daiane consegue viver normalmente. “Quando era criança era mais difícil porque dependia de outras pessoas. Agora já aprendi até a me aplicar a insulina. Isso facilitou muito. Também consigo transportar o que preciso para qualquer lugar”, comentou. “Temos profissionais de excelência, que têm diabetes. O centroavante do São Paulo (Whashington) é um deles”, afirmou Mauro Figueiredo. Embora ainda não haja uma cura definitiva para o diabetes, há vários tratamentos disponíveis. Na Casa do Diabético de Franca, entre medicações orais e injetáveis, específicas, são distribuídos em média 54 mil doses, sendo 4 mil insulinas (injetáveis) e 5 mil orais por mês.

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