Graciela estuda convite para assumir o PR


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De olho nas próximas eleições, três membros da Executiva Estadual do PR (Partido da República) estiveram em Franca, na noite de terça-feira, para um encontro com a vereadora Graciela Ambrósio (PP). O partido propôs que a vereadora assuma o comando do diretório municipal e ofereceu apoio caso ela queira disputar os cargos de deputada (federal ou estadual) ou prefeita. Ela disse que estuda a proposta. O encontro, de portas fechadas, aconteceu em uma sala da Câmara Municipal no final da sessão de terça-feira. Durou quase duas horas. “Eles disseram que o partido está desativado em Franca e pediram para que eu avaliasse a proposta. Acham que eu tenho o perfil e gostariam que eu o liderasse”, revelou Graciela. As pretensões do partido em Franca não são modestas. Apostando na boa popularidade de Graciela, vereadora mais votada da Câmara (5.088 votos) em 2008, o PR estuda lançar seu nome nas eleições do próximo ano. Também não descarta a possibilidade de colocar a vereadora na disputa à Prefeitura de Franca em 2012. Graciela ainda não formalizou uma resposta à Executiva Estadual. Disse que irá avaliar as possibilidades, mas não estabeleceu um prazo para que isso aconteça. A vereadora afirma, inclusive, não ter outras pretensões políticas. Quer, em princípio, concluir seu mandato parlamentar. “Para mim, no momento, tudo é questão de ouvir. Não tenho pretensões de nada”. Caso aceite o convite, Graciela poderá enfrentar problemas dentro do PP. De acordo com uma resolução de 2007 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o mandato do parlamentar pertence ao partido. E, quando o político decide pela troca da legenda, o partido que o elegeu pode recorrer à Justiça Eleitoral e pedir a cadeira. Na prática, isso significa que, se aceitar, Graciela correrá o risco de ter que abandonar a Câmara Municipal e perder a vaga para um suplente do PP. Procurado pelo Comércio, José Renato da Silva, membro do PR de São Paulo e que esteve em Franca na noite de terça-feira, não foi encontrado. Seus telefones, fixos e celulares, estavam na caixa-postal. <b>BRECHAS </b> Uma brecha na lei pode facilitar a decisão de Graciela. Está em trâmite na Câmara dos Deputados um projeto de lei complementar que permite a troca de partidos sem a punição da infidelidade partidária. A matéria ainda não tem data para entrar na pauta. A proposta prevê a troca de legendas por políticos em cargos eletivos trinta dias antes do prazo máximo para a filiação partidária - que é de um ano antes das eleições.

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