União de voluntárias garante recuperação de 37 cachorros


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<b>ABRIGO</b> - Foto tirada no canil no mês passado mostra os cachorros retirados de chácara no Paiolzinho. Todos já estão adotados por voluntárias
<b>ABRIGO</b> - Foto tirada no canil no mês passado mostra os cachorros retirados de chácara no Paiolzinho. Todos já estão adotados por voluntárias
Dois meses depois de interditar a chácara da professora Maria Luiza Rosa e recolher 106 cachorros ao canil municipal, a Justiça de Franca sentenciou o futuro dos animais. Determinou à Prefeitura que todos fossem encaminhados à adoção e proibiu a professora de abrigar novos bichos na sua propriedade, localizada na região do Paiolzinho. Inconformada, Maria Luzia encontrou uma maneira de manter os cachorros sob seu olhar. Reuniu um grupo de voluntárias para adotar os cães. Como restaram poucos animais, ela foi pessoalmente atrás de pessoas dispostas a cuidar dos cachorros. Conseguiu um grupo grande e pôde retirar todos os cães do canil municipal. “Cada uma dessas pessoas pegou quatro cachorros. Elas estão cuidando porque estão todos (os animais) debilitados. Depois, eles serão encaminhados para a adoção”, disse. A alternativa encontrada pela professora para ficar próxima dos animais não põe fim ao caso. Durante o processo de adoção, alguns cachorros sumiram. Os amigos de Maria Luiza recuperaram apenas 37. Agora, ela quer saber o destino dos 69 restantes. Acredita que morreram. “Não aceitei encerrar o processo. Quero saber por que morreram. Tenho fotos de todos que foram retirados de mim”, disse. O chefe da Vigilância Sanitária, Fernando Baldochi, confirmou em entrevista realizada há um mês, que 16 cães da professora morreram. Doentes, foram tratados, mas não resistiram. Procurado pelo Comércio ontem, ele não soube precisar quantos mais teriam morrido. Também não informou quantos foram adotados. Os dados estariam com o veterinário responsável pelo canil, mas ele está viajando. Baldochi afirmou que todos os cães que eram de Maria Luzia não estão mais no canil. “Ela própria encaminhou algumas pessoas para adotá-los. Fizemos o termo de adoção e todos que estavam lá já estão adotados”. Além de impedir Maria Luiza de ficar com os cães, a Justiça manteve a interdição da sua chácara no Paiolzinho. Foi arbitrada, ainda, uma multa no valor de R$ 1 mil, referente aos honorários de advogados. A ação da Justiça ocorreu após denúncia de vizinhos. Os cachorros da professora Maria Luiza foram retirados da chácara em duas ocasiões. A primeira ação aconteceu no dia 30 de abril. Equipes da Vigilância Sanitária, das Polícias Ambiental e Militar, além da Guarda Civil e homens do Poder Judiciário, retiraram 94 animais do local. O processo, que terminou com a apreensão dos cães, se arrastava há seis meses. Ele foi aberto após denúncias de vizinhos que reclamavam de barulho e mau cheio na chácara. Dez dias depois, a professora recebeu novamente a visita dos agentes. Em cumprimento a ordem judicial, outros 13 cães foram retirados do local. Coube à Prefeitura abrigá-los no canil municipal.

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