Priscila é a aposta de craque em Franca


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<b>DAVID E GOLIAS</b> - A atacante Priscila, 13 anos, conduz bola em treino da Francana, quarta
<b>DAVID E GOLIAS</b> - A atacante Priscila, 13 anos, conduz bola em treino da Francana, quarta
Priscila Andrade Lopes ainda é um nome desconhecido para muitos, mas quem a conhece aposta que a jovem de apenas 13 anos pode se tornar uma grande estrela do futebol feminino. A menina, que joga como atacante, é o principal destaque do time sub-18 da Francana e foi apelidada de “Martinha”. O apelido é uma referência à atacante da seleção brasileira, eleita melhor jogadora de futebol do mundo. A confiança de que a jovem jogadora é uma grande promessa vem de gente com gabarito. Sua treinadora, a ex-meio-campista Poti, com 15 anos de competições e um currículo considerável e participações em Jogos Regionais, Abertos, Paulistas e Brasileiro, garante que a atleta tem futuro. Enderson Barbosa, treinador da Francana e há nove anos na modalidde, endossa também o brilho de Priscila. A paixão da atacante de 13 anos pelo futebol começou muito cedo. Ao contrário da maioria das meninas que optava pelas brincadeiras com bonecas, Priscila tinha outras prioridades. “Jogo bola desde os meus cinco anos. Sempre gostei mais de brincar com bola do que com bonecas”, contou a menina. Com o apoio do pai, Emerson Lopes, e da mãe, Ana Paula Andrade Lopes, Priscila segue o caminho para se transformar em uma jogadora profissional. “Essa foi a escolha dela. Ela ama jogar futebol e nós (pai e mãe) apoiamos”, revelou a mãe. Com o pai e alguns amigos, na chácara onde mora, em Franca, Priscila também se diverte mostrando sua habilidade com a bola nos pés. “Sempre jogamos. Jogo contra os homens, não tem problema. É mais difícil, mas é melhor, pega mais resistência”, comentou a menina. A treinadora Poti não poupa elogios. “Ela é um talento nato. Com certeza vai ser a grande revelação do futebol de Franca”, disse. “Ela tem o estilo de jogo da Marta. Parte pra cima e não tem medo de nenhum adversário”, completou. “A gente faz comparações, mas espero que no futuro ela seja a Priscila e não um pseudônimo de outra jogadora”, afirmou o técnico da equipe principal, Enderson Barbosa. Todo o talento de Priscila, por enquanto, está guardado. No Brasil só existem torneios oficiais a partir dos 15 anos. Enquanto isso, ela treina e até marca gols, mesmo jogando contra o time titular de futebol feminino da Francana, terceiro colocada no Grupo A do Paulista.

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