Religioso foi suspenso de suas funções na paróquia paulistana


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Juscelino Oliveira foi ordenado padre no dia 4 de dezembro de 2004. Administrava a Paróquia de Santa Edwiges, em São Paulo, quando teve seu nome envolvido na acusação de estupro. Após acompanhar pelas páginas do Comércio as informações sobre o caso, o então bispo de Franca, Dom Caetano Ferrari, entrou em contato com Dom Fernando Antônio Figueiredo, bispo responsável pela Diocese de Santo Amaro, e o informou oficialmente da denúncia. O padre foi suspenso de suas funções e impedido de exercer o ministério até a conclusão das investigações. Além do inquérito criminal, Juscelino também respondeu a um processo canônico e poderá ser expulso da igreja caso tenha a culpa comprovada. Não há informação sobre os resultados da apuração feita pela igreja. Na tarde de ontem, o padre Maurício Cruz, responsável pelo setor de comunicação da Diocese de Santo Amaro, disse que não sabia como está a atual situação do caso Juscelino no momento. Segundo ele, somente o monsenhor Joaquim Henrique Camargo estaria autorizado a falar a respeito, mas só poderia ser encontrado hoje. O advogado Wilson Inácio da Costa, que defendeu o padre no começo do processo em Franca, não foi encontrado para comentar o caso. Já o advogado da Cúria Diocesana de Franca, Bruno Aguiar, disse que o padre Jamil, administrador da Diocese, estava fora de Franca e não poderia falar sobre a condenação no momento. Tão logo as acusações vieram à tona, padre Juscelino compareceu à Delegacia de Defesa da Mulher acompanhado de um advogado. Ele admitiu que frequentava a casa da menina, mas disse que nunca tocou no corpo dela. Por força do habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça, ele obteve o direito de aguardar todo o desenrolar do processo em liberdade. Se a sentença de 1ª instância for confirmada pelo Tribunal de Justiça, provavelmente, deverá retornar à prisão.

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