Mais de 76 furtos a residências, lojas e escritórios foram registrados nos cinco primeiros meses deste ano na região central de Franca. Neste período foram 383 invasões, 10 a mais do que em igual espaço de tempo do ano passado.
A Polícia Militar afirma que há um planejamento operacional para garantir que os números não fujam ao controle. Do outro lado, os comerciantes reclamam da falta de policiamento e dizem que a instalação de câmeras pelas ruas não fez a diferença esperada. "A gente vigia, coloca alarmes e pede a Deus que nada aconteça", disse um lojista ao Comércio da Franca na tarde de sexta-feira.
O sentimento de insegurança é compartilhado pela maioria dos comerciantes da região citada. Em um levantamento informal, a reportagem consultou 20 pessoas, entre gerentes e donos de lojas de diferentes pontos entre as ruas Padre Anchieta, Homero Pacheco Alves, Líbero Badaró e Simão Caleiro. O quadrilátero de cerca de um quilômetro quadrado concentra o maior número de ocorrências de furtos, de acordo com estatísticas não oficiais da própria polícia.
<b>Ouça abaixo a repórter Fernanda Bufoni:</b>
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Entre os casos mais recentes estão os furtos à joalheria Sandiego na Rua Monsenhor Rosa e a um escritório de contabilidade na Rua General Carneiro. No primeiro, os bandidos abriram um buraco na parede e levaram mais de R$ 100 mil em jóias. No outro o contador CJS, 49, teve seu computador furtado e chegou a oferecer uma recompensa aos bandidos para que devolvessem o aparelho, recheado de informações indispensável para o funcionamento de seu escritório. Ambos aconteceram no último fim de semana de junho e ainda não foram esclarecidos. Nos dois casos a polícia solicitou as imagens captadas pelas câmeras instaladas pela CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) em ruas próximas aos locais dos crimes.
<b>PROBLEMA COMUM</b>
Depois de ter o estabelecimento comercial que dirige invadido em três oportunidades, o gerente de uma loja de calçados na Rua Major Claudiano afirmou não se sentir seguro no local. "O último assalto aconteceu no início deste ano. Isso sem contar as vezes em que nossa vidraça foi quebrada. E a maioria do pessoal da rua já teve o mesmo problema. As câmeras (do monitoramento eletrônico) pegam aqui, mas não vimos diferença", disse o lojista que pediu anonimato.
O próprio Fahim Youssef Issa Neto, presidente da entidade que instalou os equipamentos, admite que a sensação de insegurança é generalizada. "Ninguém está tranquilo, não. Essa crise, esse tanto de assalto aí... (sic)", observou Fahim. Ele acredita que o monitoramento através das câmeras ajudou apenas no início do funcionamento a controlar o número de furtos no Centro. E ainda aponta outros problemas. Para ele, a saída do Plantão Policial do Centro e a transferência da Base Móvel da PM da Praça Barão para a Praça do Cemitério estão entre as ações que deveriam ser repensadas pela polícia.
"A gente tem esse monte de câmeras aqui, mas não adianta se não tiver alguém olhando. A gente reparou que aumentou a criminalidade. Antigamente tínhamos viaturas circulando sempre por aqui por causa do plantão... Agora, não tendo policiamento, você vai deixando o pessoal (os bandidos) tranquilo. Enquanto a gente está trabalhando, eles estão ocupados em fazer outras coisas...", disse Fahim. O Centro de Franca possui seis câmeras instaladas. Outras estão em praças da cidade.
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