A família do pespontador aposentado Reinaldo Antônio Ferreira, 41, soube que ele tinha anemia falciforme quando estava com seis meses de vida. Ele convive com sequelas da doença: tem uma úlcera na perna e fortes dores no quadril. Presidente da Associação dos Amigos e Portadores de Hemonoglobinopatias de Franca, luta para esclarecer as pessoas sobre a doença e facilitar o acesso aos tratamentos.
<b>Comércio da Franca</b> - A associação foi fundada em 1997, quais trabalhos desenvolve?
<b>Reinaldo Ferreira</b> - Ela foi fundada com objetivo de ajudar na marcação de consultas e para esclarecer dúvidas sobre a doença. Quando uma mãe não sabe nada da doença, ela encontra na Associação a explicação e amparo porque tem outras pessoas passando pela mesma situação. Temos cadastradas 45 pessoas que estão sendo acompanhadas pelo médico no Hemocentro, mas sabemos que em Franca há mais pessoas com a doença perdidas sem saber a quem recorrer.
<b>Comércio</b> - Como levar informações até as pessoas?
<b>Reinaldo</b> - Na semana passada, fizemos uma palestra com o hematologista Marco Antônio para falar sobre a anemia falciforme. Explicamos que a anemia é uma doença que ainda não tem cura, mas há um tratamento.
<b>Comércio</b> - A entidade também luta pela inclusão no mercado de trabalho?
<b>Reinaldo</b> - Temos nossas limitações, mas queremos trabalhar. Quem tem anemia falciforme tem crises de dores que podem durar até dez dias e deixa a pessoa na cama ou internada. Mas quando melhoramos, queremos voltar ao emprego. Precisamos ter um patrão que entenda esse risco. O empregador precisa conhecer a anemia falciforme para entender como a doença age.
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