Advogado afirma que revólver não era do perito


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A defesa do perito Paulo Crozara passou a sexta-feira elaborando um pedido de liberdade provisória, não apreciado até o começo da noite. O advogado Reginaldo Carvalho disse que todas as armas apreendidas na casa do policial eram registradas junto à Polícia Federal e que ele possui o registro de colecionador e atirador. “Ele tinha a possibilidade de ter as armas devidamente guardadas dentro de um cofre, onde foram encontradas, bem como as munições”. Em relação ao revólver com a numeração raspada, o advogado alega que o mesmo não pertencia ao perito. “Dias antes, alguém entrou no sítio dele e furtou duas cabeças de gado. Na manhã de ontem (quinta-feira), o cachorro também desapareceu. De repente, acontece uma denúncia feita, curiosamente, pela mesma pessoa que tem uma desavença com o nosso cliente. A partir da desavença, aparece uma arma desconhecida dentro da propriedade”, disse o advogado. Segundo o advogado, o revólver teria sido “plantado” no sítio para prejudicar o policial. “Não tenho dúvidas disto. Tanto é verdade que esta pessoa que desconfiamos é a própria que fez a denúncia à polícia”. Carvalho disse que a proibição imposta ao perito de não se aproximar da mãe e irmãos não teria sido motivada por ameaças. “Isto é briga familiar. Onde envolve dinheiro, envolve interesses pessoais... Ele não fez ameaças. Apenas tirou fotos de um bem que a outra parte estava tentando esconder”, disse.

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