Dona de casa encontrada morta em sua cama


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<b>TRISTEZA</b> - Agentes funerários recolhem corpo da dona de casa Sebastiana Cardoso em imóvel do Jardim Portinari na manhã de ontem: caso permanece sob investigação da polícia
<b>TRISTEZA</b> - Agentes funerários recolhem corpo da dona de casa Sebastiana Cardoso em imóvel do Jardim Portinari na manhã de ontem: caso permanece sob investigação da polícia
A polícia investiga a morte da dona de casa Sebastiana Ferreira Cardoso, 48, que morava no Jardim Portinari. Sua filha, a sapateira Taciane Roberta Retucci, 23, foi quem a encontrou ontem, por volta das 10 horas, já sem vida. Sebastiana estava em sua cama e apresentava um hematoma no olho direito. A princípio a polícia trabalhou com a hipótese de um homicídio e suspeitou de seu filho, viciado em drogas, que não foi encontrado. No decorrer do dia, após a necropsia, o médico legista descartou totalmente esta hipótese. Ele determinou que o ferimento no rosto da vítima não seria o causador da morte e constatou não haver sinais de violência no corpo da mulher. Também não houve comprovação de que ela teria sido vítima de violência sexual. A morte da dona de casa gerou muitas dúvidas. Até mesmo de seus familiares. O caso teve início com sua filha. Ao chegar na casa da mãe, localizada na Rua Regis Simaro, no Jardim Portinari, Taciane verificou que a porta estava trancada e que algo poderia ter ocorrido. Ela chamou pela mãe várias vezes e como não obteve respostas pediu para um vizinho arrombar a residência. Ao entrar, encontrou a mãe morta sobre a cama com as calças parcialmente abaixadas. Sebastiana Ferreira estava deitada na cama e apresentava um ferimento no olho direito. Soldados do Corpo de Bombeiros foram chamados e ao chegarem no local constataram o óbito. “A princípio não encontramos ferimentos no corpo, apenas um hematoma no rosto. O corpo já se encontrava em rigidez cadavérica. Somente a perícia vai apontar o que aconteceu”, disse o soldado Edílson, dos Bombeiros. O filho de Sebastiana, que morava com ela não foi encontrado pela polícia. Segundo a família, ele seria viciado em drogas e foi visto durante a noite dentro da casa. “Saí ontem daqui e ele estava na cozinha. Agora ninguém sabe onde ele está”, disse Taciane Roberta. Ela mesma chegou a apontar o irmão como sendo autor da morte da mãe. Sua acusação foi corroborada por sua ausência, seus graves antecedentes criminais - homicídio e uma acusação de estupro contra outra irmã (leia texto de apoio) - e atos de violência contra membros de sua família. [FOTO2] A equipe da Divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) esteve no local e acompanhou os trabalhos dos peritos. Com a necropsia veio a informação de que não houve um homicídio. “O legista não encontrou sinais de violência no corpo da mulher. Não há evidências de abuso sexual e morte violenta. Por enquanto estamos trabalhando o caso como morte suspeita. O filho dela não está sendo procurado, mas deverá ser ouvido no caso”, disse o delegado Márcio Murari. Foram colhidas vísceras e agora a polícia espera por laudo médico que ateste a causa da morte. O documento deve demorar entre 30 e 45 dias para ficar pronto.

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