Atletas arrumam patrocínio com rifas


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<B>ATLETISMO PARA DEFICIENTES</B> - Os atletas Guilherme Rodrigues corre com o seu guia, Wiliam da Silva, e são acompanhados por Janete de Souza e o guia Luiz Fernando Estevam, Mariel Verzola, Edmílson dos Reis e Wellington Ant&o
<B>ATLETISMO PARA DEFICIENTES</B> - Os atletas Guilherme Rodrigues corre com o seu guia, Wiliam da Silva, e são acompanhados por Janete de Souza e o guia Luiz Fernando Estevam, Mariel Verzola, Edmílson dos Reis e Wellington Ant&o
Responsável por mudar a vida de muitas pessoas e conquistar medalhas de ouro em Jogos Regionais e Abertos, o atletismo PCD (Pessoas portadores de deficiência) vive no sacrifício em Franca. A equipe, formada por cinco atletas com deficiência visual e nove cadeirantes, disputará os 53º Jogos Regionais, em Franca, e o Circuito Caixa Regional, classificatório para o Campeonato Brasileiro. As duas competições acontecem neste mês. A equipe ainda não tem patrocínio para viagens. Assim, o grupo promove rifas para reunir o dinheiro necessário. Para disputar os Regionais, que acontecem de 13 a 25 de julho em Franca, a equipe terá o apoio da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura). O que falta é a compra dos uniformes. Para o Circuito Caixa Regional, que será realizado em Brasília de 24 a 26 de julho, ainda será preciso reunir R$ 2 mil e assim garantir a viagem dos nove atletas inscritos. O técnico Jeferson da Silva Nascimento corre contra o tempo para reunir os recursos necessários. “Procurei a Feac para conseguir o dinheiro da viagem e eles vão tentar ajudar. A resposta deve sair na próxima semana. Para os uniformes, entramos em contato com uma empresa da cidade, que prometeu fazer um orçamento e arcar com uma parte e nós teremos de dar uma contrapartida”, contou. A rotina a “duras penas” que os atletas têm no dia-a-dia inclui treinamentos que acontecem de segunda-feira a sexta-feira, no período da manhã, e trabalho fora da pista para levantar recursos a serem destinados à equipe. “Estamos vendendo pizzas a R$ 10 na sede da Adefi (Associação dos Deficientes Físicos) para ajudar no nosso patrocínio”, disse a corredora Mariel Verzola, 22, que não tem parte da visão. Ela disputará os 100 m e 800 m. O próprio treinador atua dentro e fora das pistas. Com um salário de quase R$ 400 para treinar a equipe, ele contou com a ajuda de uma prima que faz chocolates para fazerem a rifa de uma cesta com três quilos do doce. “Estamos vendendo a R$ 1 e tudo que for somando vai ajudar”, avaliou. O atletismo PCD ficou em 3º lugar no geral dos Regionais em 2008, em Jaboticabal, e levou três atletas para os Abertos da edição passada, em Piracicaba. O time francano conseguiu superar equipes maiores, com 20 e 30 integrantes. Franca disputou os Jogos do ano passado com cinco competidores. “O esporte significa muito mais para todos nós e por isso temos de brigar para mantê-lo. Aqui ainda há melhores condições do que em outras cidades”, explicou Janete Maria de Souza, 38, cega desde nascença e que já se classificou em competições na Venezuela e Espanha quando competiu por uma equipe em São Paulo.

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