Proprietários que tiveram carros apreendidos reclamam dos preços na hora de acertar as contas para retirar seus veículos do Pátio Modelo. Em alguns casos, legalizar os documentos, pagar a estadia e o guincho pode se aproximar do valor venal do automóvel. Esse é o caso do sitiante Maurício Veronez.
Há 29 dias sua moto XLX, avaliada em R$ 2,5 mil foi parada num comando de trânsito e recolhida ao pátio. Para retirá-la, ontem, ele gastou R$ 1,5 mil. "Não tenho condições de comprar outra. Só de pátio gastei mais de R$ 200. O guincho me levou outros R$ 170. Eu preciso da moto para trabalhar. É o único veículo que tenho", disse Veronez, que teve a moto liberada na tarde de ontem após pagar tudo que devia.
Caso idêntico viveu o borracheiro José do Carmo. Seu Escort ano 1988 ficou 68 dias apreendido. "Paguei R$ 759,90. Tive que pegar dinheiro emprestado. Meu carro estava quase indo para o leilão. Entre licenciamento, guincho e as diárias, gastei mais de R$ 1,8 mil. Agora estou devendo a minha irmã", disse Carmo.
Segundo o secretário Sérgio Buraneli, um veículo apreendido só está apto a ser leiloado após 90 dias de recolhimento. "Pela legislação, após esse período (90 dias) o carro pode ir para leilão. Hoje temos cerca de 700 veículos em condições e liberados para o leilão que deve ocorrer ainda este mês", disse Sérgio Buraneli.
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