Para tentar acabar com o estigma dos homossexuais e travestis, a Prefeitura montou um programa para melhorar a visão que eles têm deles mesmos e o contato com a sociedade. O Grupo Fênix iniciou as atividades na UBS do Jardim Paulista há dez anos, completados em abril deste ano. O trabalho cresceu. Hoje o atendimento é feito no Centro de Prevenção, na região central. Trinta gays e travestis participam do programa.
O objetivo do Grupo Fênix é fazer com o que os participantes se conheçam melhor e consigam, no futuro, montar uma ONG para aumentar a representatividade no município. “O objetivo é dar maior visibilidade ao público LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Uma das preocupações do grupo é fazer com que se organizem para, unidos, ganharem força”, disse o psicólogo João Doná, coordenador do Fênix.
O grupo promove reuniões mensais. Normalmente são realizadas palestras com nutricionistas, advogados, médicos e sexólogos. A equipe realiza ainda um trabalho de campo para distribuir preservativos e gel lubrificante a profissionais do sexo.
Dafiny Faleiros, 22, é um dos travestis do grupo. Com o projeto aprendeu a ter mais cuidado com a saúde. “Hoje sou bem mais cautelosa”, disse ela, que passou a se vestir como mulher, a se maquiar e tomar hormônios femininos aos 17 anos.
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