O comportamento de Lídia Barbosa da Silva, 37, em Batatais é apenas a sequência de uma série de bizarrices que a envolveram e vieram à tona desde domingo. Lídia e Antônio Rodrigues, 50, eram casados por 12 anos. Segundo os vizinhos, ele bebia, ela apanhava. Ela teria doença mental, ele seria agressivo. Lídia já correu nua pelas ruas.
O marido morto também não estava isento de esquisitices: além de agredi-la constantemente, segundo os vizinhos, teria certa vez tentado introduzir-lhe uma mandioca. Ela, por sua vez, depois de supostamente ter arrancado o olho do marido, atribuiu a violência do crime a uma onça.
Disse que comeu parte de seu coração "salgado". A acusada usa medicamentos controlados e chegou a ser internada no Hospital Psiquiátrico Alan Kardec. Entre os dias 30 de março e 18 de maio deste ano ela lá esteve, mas o diagnóstico não foi revelado.
Anteontem, o delegado Fábio Branquinho, de Pedregulho, informou que a autora sofre de distúrbios psíquicos e que representará ao Fórum daquela comarca um procedimento de constatação de insanidade mental para que ela seja internada em um manicômio judiciário.
Apesar do relacionamento conturbado, Lídia e Antônio tiveram três filhos, retirados da família pelo Conselho Tutelar de Pedregulho há mais de oito anos. Não foi informado com quem e nem onde estão as crianças.
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