Adorável senador


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Fosse eu, como Calígula, imperador de minha província, certamente seguiria seu exemplo com a certeza do acerto em favor de meu castigado País e sua gente. O degradado estado em que se coloca a política no Brasil em sua aguda desmoralização enseja alusão ao primeiro século da era cristã no Império Romano. Era evidente o desarranjo moral e ético quando Caio Calígula, neto de Tibério, não sendo exemplo de nada, entendeu nomear seu cavalo Incitátus, senador de Roma. Embora eu tenha tido larga experiência com cavalos para reconhecer sua nobreza e inteligência, não sei se o senador Incitátus conseguiu melhorar – Senatus Populus Que Romanus – o Senado Romano. Sêneca, o Jovem e Suetónio – Gaius Suetonius Tranquillus – registraram na história literária, fatos referentes a Calígula, afirmando que Incitátus tinha dezoito criados pessoais e ostentava no pescoço um colar de pedras preciosas; dormia entre mantas de cor púrpura, privilégio da realeza. Com Renan Calheiros e Sarney o número de criados. – hoje assessores – é muito maior, incluindo os parentes: sogras, primos da sogra, sobrinhos, cunhados, irmãos, netos, afilhados e amantes, alugadas à custa de dinheiro público, através empresa prestadora de serviços ao governo. Não tenho conhecimento da história ter registrado nepotismo na vida do senador Incitátus, passagens aéreas, auxílio moradia ou verbas indenizatórias. Nunca se soube tampouco de Incitátus ter declarado não ser dele a crise, mas, sim, do Senado, ao mesmo tempo em que jamais disse ter sabido o neto funcionário do Senado ou que nada sabia de nada como é hábito de seu mancomunado Lula que defende Sarney, que defende Severino e afirma que aqueles desmatando não são bandidos. Refletindo sobre o custo dos espertos senadores atuais comecei a pensar em mudanças ao me lembrar de cavalos famosos: Mossoró, nascido em Pernambuco, onde também nasceu o maior falastrão da república, inconsequente e desprovido de equilíbrio. Mossoró, o tordilho ganhador do primeiro Grande Prêmio Brasil em 1933 no Hipódromo da Gávea no Rio. Bucéfalo, o cavalo de guerra de Alexandre, o Grande, morto por ferimentos em campanha na Índia. Sheik, expressão gloriosa da raça manga-larga paulista. Turbante JO, o maior reprodutor contemporâneo da raça. Se for investido algum dia no poder de imperador, meu primeiro ato determinará a prisão por crimes praticados e salvo pela renúncia – voltou a mandar muito – Renan Calheiros, mestre em falcatruas e adultério. Em seu lugar, colocaria com prazer meu cavalo Charmoso JO. O mesmo procedimento teria com o chefe do clã Sarney, segundo Lula, pessoa não comum merecedora de tratamento especial de boa biografia. Em seu lugar, nomearia o insígne cavalo do criador Saulo Figueiredo, Orgulho JF. Para substituir o corregedor do senado, protetor da incorreção descaradamente, xerife Romeu Tuma, minha escolha haveria de premiar a nobreza do equino Circuito OB, uma propriedade do amigo Lázaro Teixeira Borges. Repito aqui as palavras de Roberto Jefferson para José Dirceu: saia daí Sarney, e, por favor, leve com você a súcia que o acompanha. Garcia Netto Jornalista

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