Apesar de condenar a invasão das seis casas na Rua Maria Eurípedes de Sousa, alguns moradores do Jardim São Gabriel demonstraram alívio com a ocupação dos imóveis que estavam vazios desde o mês de outubro do ano passado.
Uma doméstica que mora no bairro desde que o conjunto habitacional foi entregue e que pediu para não ser identificada com medo de represálias afirmou que as casas eram constantemente utilizadas por desconhecidos para o consumo de drogas, principalmente durante a noite.
Em diversas ocasiões, ela afirmou que as casas eram invadidas por grupos formados por até 15 pessoas. “Eles chegavam aqui e entravam pela janela dos fundos, que estava arrombada há muito tempo. Só dava para sentir o cheiro de maconha e ouvir os gritos que iam até altas horas da madrugada. Quando o pessoal chegou aqui no sábado, acharam preservativos e latas de refrigerante usadas para consumir drogas”.
AJUDA
A dona de casa Camila Pereira dos Santos ficou comovida diante da situação dos invasores, que não possuem água para fazer sua higiene pessoal e também a limpeza das casas invadidas. Desde sábado, ela permite que os novos vizinhos busquem água em sua residência e também cede seu banheiro para que as crianças possam tomar banho. “Fiquei com muita pena porque as crianças não têm culpa da situação em que se encontram. Para nós, é até melhor que eles fiquem por aqui, pois os quintais das casas tinham se transformado em um matagal. Já matamos cobras e escorpiões. Estava virando um transtorno”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.