A joalheria Sandiego na Rua Monsenhor Rosa, Centro de Franca, foi “assaltada” no último fim de semana. Foram levados anéis, correntes, pulseiras, brincos e pingentes, todos de ouro. O dono da empresa não soube informar quantas joias foram levadas. Um policial civil que pediu para não ter a identidade revelada estimou que o valor das mercadorias ultrapasse R$ 100 mil.
Para chegar à loja, os ladrões invadiram o estacionamento vizinho ao local e fizeram um buraco na parede. O alarme não foi acionado e não havia sinais de arrombamento no cofre, o que sugere que ou estava aberto ou os ladrões conheciam seu segredo. A polícia também não soube precisar quando a ação aconteceu e nem quantas pessoas estariam envolvidas.
De acordo com o delegado Luis Carlos da Silva, os assaltantes forçaram o portão do estacionamento que fica ao lado da joalheria. Com um objeto não identificado, mas que a polícia acredita se tratar de uma marreta, eles abriram um buraco de cerca de 60 centímetros de diâmetro na parede dos fundos da loja. Ela faz divisa com a parte de trás do citado estacionamento.
Para tentar elucidar o crime, o delegado solicitou à CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) as imagens registradas por câmeras nas imediações à joalheria e pediu ao Instituto de Criminalística a análise de eventuais impressões digitais encontradas na cena do crime. “Procuramos registros em toda a loja, mas principalmente nos objetos que foram mexidos no cofre para que através de uma comparação a gente possa chegar à autoria”, disse Silva.
A polícia deve ouvir funcionários nos próximos dias. Não foi descartada a possibilidade de envolvimento de trabalhadores do local com o caso.
NA SURDINA
O furto só foi descoberto na manhã de ontem quando os funcionários chegaram para trabalhar, por volta das 8 horas. Diante do ocorrido, os trabalhadores acreditam que os criminosos sejam profissionais. “Há sensores de movimento espalhados aqui que deveriam detectar o menor passo no interior da loja. O cofre estava aberto e completamente vazio, como se eles não tivessem enfrentado a menor dificuldade”, lamentou uma vendedora que pediu anonimato.
Luiz Henrique Silveira, um dos sócios da empresa de monitoramento, responsável pela instalação dos sensores da empresa, explicou que os aparelhos estão voltados para os pontos mais prováveis de invasão como portas e janelas. “Na hora do roubo, o sistema de alarme estava ligado e funcionando. Para que os movimentos dos ladrões não fossem percebidos pelo equipamento, eles tinham que conhecer o local. Eles ainda circularam pela loja. Qualquer ladrão ‘comum’ seria pego, neste caso eles devem ter permanecido agachados e sabiam disso”, afirmou Silveira.
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