A tradição de Corpus Christi


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A festa do Santíssimo Sacramento, Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa móvel da Igreja Católica que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de ’preceito’, isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório participar da missa neste dia. A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, ‘para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo‘. A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o Dom da Fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração, veio-lhe a resposta em forma de milagre: a hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sanguíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo. Por solicitação do Papa Urbano IV os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua Santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus Do Mundo, o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra ao Corpo do Senhor. É costume, em cidades portuguesas e brasileiras, ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data constitui-se uma tradição no Brasil. As cidades se revestem de práticas antigas e tradicionais e são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais. A tradição vem se perdendo na cultura brasileira e não só a religiosa; caem no esquecimento enfraquecendo sua identidade cultural. Infelizmente, as questões econômicas e comerciais estão acabando com nossas tradições. A propósito, a disseminação de um consumismo exacerbado, de uma economia que não consegue se sustentar pois não possui lastro, causa um grande problema, ou seja, a indústria e o comércio têm que forçar as vendas de qualquer maneira, para manter suas frentes de produção automatizadas que, em resumo, produzem muito mais do que a população mundial consegue consumir. Este descompasso entre produção em quantidade superior à demanda, em nossa opinião, é o grande problema atual da humanidade, pois em tese não há como reverter rapidamente tal situação. Não há justificativas para que não se respeitem tradições e que feriados declarados em lei, não sejam observados pela indústria e comércio. Ora, dizer que justifica abrir o comércio em feriado, pois caso contrário os consumidores se deslocarão para outras cidades onde gastarão suas economias, para nós significa uma confissão de que o comércio daquela localidade não é competitivo, tampouco atraente. Um comércio que possua produtos diversificados, de qualidade e com preços realmente de mercado certamente não terá com que se preocupar. Enfim, se o Brasil fosse um País sério, visto possuir leis que disciplinam seus feriados, os mesmos deveriam ser observados em respeito às tradições, aos direitos trabalhistas consagrados. Infelizmente a ganância econômica, o desrespeito ao trabalhador e o pouco caso com as tradições culturais, fazem com que feriados não sejam respeitados em nenhum lugar. <b>SEMÁFORO SEMPRE AMARELO</b> Nos parece que já é Natal, pois o semáforo do pontilhão da Vila São Sebastião sempre esta a piscar sua luz amarela. O pior é que não há informação de onde ligar para que um plantonista (caso exista) venha a solucionar o problema. Parece que não sabem que o pontilhão é a única ligação de bairros densamente povoados que crescem dia a dia em razão de novos núcleos habitacionais e loteamentos. Se porventura ocorrer algum acidente de trânsito em razão do equipamento não estar funcionando, sem que exista alguma excludente de responsabilidade, o município deverá arcar e ressarcir os prejuízos causados. A propósito, algum vereador poderia apresentar projeto para que em todos os semáforos de nossa cidade tenham afixado o número do telefone para sua manutenção. <b>ADOTE UM UNIVERSITÁRIO</b> O programa de apoio aos estudantes universitários, sem dúvida nenhuma é uma política pública que atende aos interesses da comunidade universitária, mas deveria ser iniciado e finalizado mais rapidamente. Estamos quase acabando o primeiro semestre letivo e somente agora os beneficiados poderão buscar o auxílio pretendido junto aos empresários. Ora, e a inadimplência com as mensalidades anteriores, como é que fica? Somos testemunhas de que muitos alunos, em razão da demora, já deixaram de frequentar às instituições de ensino superior. Sugerimos que para o próximo ano o cronograma seja antecipado. <b>Antônio Carlos Caetano Menezes</b> <i>é advogado, administrador de empresas, professor universitário</i> toninhomenezes@comerciodafranca.com.br

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