MP e defesa recorrem da condenação de Adriana Telini


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A sentença imposta à advogada Adriana Telini Pedro não satisfez totalmente ao Ministério Público. Também desagradou à defesa. As partes, por razões contrárias, vão tentar alterar a condenação no TJ (Tribunal de Justiça). O promotor Cláudio Watanabe Escavassini já protocolou um recurso para aumentar o tempo da pena aplicada. Por outro lado, o advogado Rui Engrácia Garcia espera reduzir o tempo de cadeia da cliente. Na quarta-feira, Telini foi condenada em primeira instância a 12 anos e oito meses de reclusão em regime inicial fechado. Luciano dos Santos Gonçalves, apontado como noivo dela, pegou 18 anos. A 2ª Vara Criminal da Comarca de Franca condenou a advogada por dois roubos e formação de quadrilha. Na noite anterior ao assalto das joias avaliadas em R$ 120 mil, Luciano Gonçalves e Robson Souza, que está foragido, levaram a moto de um entregador de lanches na área central de Franca. Usaram um revólver para cometer o crime. A mesma motocicleta foi usada para atacar os vendedores de joias. No entendimento da Justiça, o primeiro roubo foi realizado para viabilizar ou facilitar o segundo. Os dois crimes aconteceram nas proximidades do escritório de Adriana Telini, nas Ruas Floriano Peixoto (moto) e Marechal Deodoro (joias). Para cada roubo, foi aplicada a pena base de quatro anos de reclusão, aumentada em 1/3 porque os crimes foram praticados com violência ou ameaça com emprego de arma de fogo. Telini pegou mais dois anos pela formação de quadrilha. Na opinião do promotor do caso, as condenações pelos roubos não poderiam ser iguais. “A mesma pena foi fixada para o roubo da moto e para o das joias. Avaliando a intensidade e gravidade de um roubo de uma moto e do roubo de R$ 120 mil com disparo de arma de fogo, onde a vítima foi atingida, entendemos que a pena em relação a este último delito deve ser mais severa. Há que se diferenciar uma da outra”. Na sexta-feira, Cláudio Escavassini protocolou recurso solicitando que este ponto específico seja analisado pelo Tribunal de Justiça. Sua intenção é que a pena para o roubo das joias seja ampliada em dois anos por causa da gravidade maior que o delito teve. Na hipótese do pedido ser deferido, a condenação da advogada passaria de 12 para 14 anos de reclusão. <b>DEFESA</b> O advogado de Adriana Telini atuará para obter efeito contrário. Rui Engrácia aguarda intimação para ser informado oficialmente da condenação. Depois, ingressará com recurso para tentar alterar a sentença. “Fiquei sabendo pelo jornal. Estou esperando a notificação para ver quais foram os fundamentos para fazer a condenação. Com base nisto, vou fazer o recurso. Foi uma condenação muito alta. Eu acreditava na absolvição”. Rui acredita que a condenação será reformada, mas acha difícil ocorrer alguma mudança em breve. “Em média, este tipo de recurso leva dois anos para ser apreciado”. Adriana Telini permanece presa desde março na penitenciária de Santana em São Paulo. Seu advogado ingressou com um recurso para que ela cumpra a pena em uma Sala de Estado Maior, uma espécie de prisão do Exército, ou em domicílio. O pedido ainda não foi analisado.

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