Brutalidade do crime chocou toda a cidade


| Tempo de leitura: 2 min
O crime que chocou os francanos na última sexta-feira interrompeu bruscamente a vida das três pessoas envolvidas no episódio. Os catadores Joaquim Correia, 62, e Abadia das Dores Policarpo, 52, foram brutalmente mortos a golpes de machadadas pelo desempregado Jéferson Eurípedes dos Santos da Silva, 19, o “Bil”, que confessou a autoria do duplo homicídio. Segundo relato de moradores do bairro, os três eram vizinhos e tinham histórico de convivência conturbada. Joaquim passava o dia catando materiais recicláveis na rua, principalmente na Praça da Bandeiras. Abadia ficava o dia inteiro sentada na calçada em frente ao cômodo no qual o casal morava, na Rua Mapá, “às vezes bebendo e mexendo com quem passava”, de acordo com os depoimentos. Jéferson era flanelinha. Costumava sair à noite e voltar de madrugada e se irritava com as provocações de Abadia, o que teria motivado o crime. Tanto os familiares quanto o acusado se recusaram a dar entrevistas. Em seu depoimento de mais de três horas, sexta-feira à tarde, na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, Jéferson disse ter tomado apenas umas cervejas em companhia dos irmãos e justificou o assassinato dizendo que estava revoltado com as atitudes de Abadia. Segundo ele, a vítima o teria acusado de estupro, fato registrado em março na DDM de Franca. Depois a própria vítima mudou sua versão dizendo ter sido agredida e não quis representar criminalmente contra Jéferson. “Não ficou apurado crime de estupro e a mulher disse que o Jéferson não estava mais lhe ameaçando e era para deixar aquilo parado”, disse Murari. <b>Ouça abaixo o delegado Márcio Murari:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_4e4019bc_64b1_11de_9664_0015c5f4d562" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_4e4019bc_64b1_11de_9664_0015c5f4d562&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fmcgrtwmdcb.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/mcgrtwmdcb--10543"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/mcgrtwmdcb/1/1_4e4019bc_64b1_11de_9664_0015c5f4d562/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/mcgrtwmdcb--10543"><u>aqui</u></i></a>. PERFIL Jéferson mora com dois irmãos e o avô em uma espécie de cortiço, vizinho ao local do crime. São três cômodos em um mesmo terreno. Em cada um deles vive um grupo de pessoas. Na hora da prisão, a polícia contou sete pessoas. Os vizinhos afirmam não ter muitos problemas com a família. “Nossa maior queixa é quanto à sujeira do local”, disse um deles que pediu para não ser identificado. Ainda de acordo com moradores do bairro, eles costumam sair todas as noites e voltar de madrugada. “Eles dizem que trabalham como flanelinhas em locais próximos a igrejas, festas e bares”, afirmou uma vizinha. Os rapazes já seriam conhecidos pelos policiais. “Um deles já foi indiciado por furto e Jéferson contou que antes de completar 18 anos teria passado algum tempo na cadeia do Guanabara, apreendido por participação em furtos”, disse um dos investigadores que acompanham o caso.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários