São Pedro e São Paulo


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Imagem mostra São Pedro e São Paulo num mosaico encontrado na ilha da Sicília, Itália.
Imagem mostra São Pedro e São Paulo num mosaico encontrado na ilha da Sicília, Itália.
Celebramos hoje a solenidade de São Pedro e São Paulo. O testemunho de vida destes apóstolos constitui-se em alicerce para a formação da Igreja, impulsionando-a e sustentando-a na missão. Esta festa, que une os dois, é celebrada no Brasil, no domingo mais próximo ao dia 29 de junho. Hoje encerra-se o Ano Paulino em comemoração aos dois mil anos do nascimento de São Paulo. É também nesta liturgia que a Igreja lembra, com muito carinho, o Papa, pastor e guia de todos os fiéis católicos, que nele podem sentir, bem próxima, a presença dos apóstolos Pedro e Paulo. Na primeira leitura (Atos dos Apóstolos 12), Paulo estava preso por causa da sua pregação sobre Jesus. Aparece-lhe o anjo do Senhor que o liberta. O que significa tudo isso? A lição é: Deus jamais abandona quem põe sua vida em perigo pelo evangelho. A fidelidade à vocação cristã põe-nos, frequentemente, também em condições não fáceis: caminhamos ao encontro do sofrimento, da solidão, da incompreensão, da marginalização. A primeira leitura convida quem está sofrendo por amor a Cristo a lembrar-se de que, mesmo que todos estejam contra ele, de seu lado sempre está "o anjo do Senhor". A segunda leitura (2 Timóteo 4), contém um trecho da carta que Paulo escreve ao amigo Timóteo, seu companheiro de trabalho na obra da envangelização e na formação das primeiras comunidades cristãs. Sentindo que está próximo o dia em que deverá deixar este mundo, ele faz um balanço de toda sua vida. Diz que comportou-se como quem participa de competições esportivas no estádio. Paulo está convencido de ter agido como eles: gastou todas as suas energias pela causa justa, pelo Evangelho: "combati o bom combate, terminei a minha carreira, conservei a fé". Agora velho e cansado pelo trabalho e pelas lutas que teve de enfrentar e, então, confia-se ao Senhor, justo juiz. Pedro e Paulo mostram-nos com que dedicação, com que desinteresse, com que amor, com que coragem deve ser desenvolvido o ministério do anúncio do Evangelho. Eles são um exemplo para os mensageiros, para os ministros da Palavra das nossas comunidades da atualidade. O evangelho segundo São Mateus 16, narra o diálogo de Jesus com os discípulos onde ele pergunta "quem eu sou para o povo? E para vocês?". No diálogo com os discípulos, com dramáticas palavras, Jesus anuncia pela primeira vez sua paixão e faz sua proposta: o dom da vida. Jesus obtém como resposta à pergunta feita por ele, as várias opiniões do povo e depois Pedro também dá a sua opinião. Jesus não quer ser considerado um homem excepcional, nem um grande mestre da vida moral, muito menos um revolucionário que tomou o lado dos mais pobres e deu a vida para libertá-los da sua condição. Pedro acerta completamente ao responder que Jesus é o Messias, Filho de Deus. Nesta confissão Pedro recebe a responsabilidade de confirmar os irmãos na fé: "Feliz és tu, porque recebeste uma revelação especial de Deus Pai". É significativo observar que Pedro, homem de coração simples, compreendeu a revelação do Pai. Nem todos os que se julgavam sábios viam em Jesus mais do que um homem justo, um profeta como os outros. O grande mérito de Pedro foi ter o espírito aberto à revelação de Deus. Mesmo passando pela fraqueza de mais tarde negar Jesus, a experiência de fé que Pedro viveu junto d`Ele, tornou-o definitivamente firme no apostolado e no testemunho da Boa-nova do Reino. Por isso foi pastor e guia da Igreja. Com Pedro testemunhamos que Jesus é o Filho de Deus. Com Paulo somos convocados a anunciar esta verdade ao mundo, sendo discípulos missionários do Mestre. No discipulado e na missão vamos enfrentar dificuldades e barreiras nos diversos espaços de nossas vidas. Hoje, cabe a nós, a missão de continuar o anúncio do Evangelho, como apóstolos, discípulos missionários de Jesus. É necessário nos deixar transfomar verdadeiramente por Ele, como Paulo, e reconhecê-lo como nosso Deus, deixando que ocupe lugar central em nossas vidas, em nosso tempo, em nossos objetivos, como Pedro. <b>ENCERRA-SE O ANO PAULINO</b> Hoje, solenidade de São Pedro e São Paulo, encerra-se o Ano Paulino com o alcance das Indulgências Plenárias concedidas pelo Papa Bento XVI. São Paulo foi o grande "apóstolo-convertido" no caminho de Damasco. Comemorando os dois mil anos de seu nascimento, ele é exemplo de todos os cristãos, luz de todos os missionários. Na Catedral celebraremos missas às 7h, 9h, 10h30, 17h e 19h. <B>"HINO AO AMOR"</B> É do apóstolo o belíssimo "Hino ao Amor" que se encontra no capítulo 13 da primeira carta aos Coríntios. Nesse expressivo texto, escrito em grego, por volta do ano 55 de nossa era, o apóstolo dos gentios proclama a superveniência do amor sobre os demais dons, carismas e virtudes humanas. <B>REZAR PELAS VOCAÇÕES</B> Com o ano sacerdotal que a Igreja vive torna-se favorável lembrar a necessidade de rezar sempre para que Jesus, o Senhor da messe, envie operários para evangelizar, conservando a fidelidade e zelo pastoral dos que já estão evangelizando. <B>PENSAMENTO</B> "O amor: tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". <B>José Geraldo Segantin</B> <I>Pároco da Catedral de Franca</I> segantin@comerciodafranca.com.br

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