Tragédias mancham sexta de vermelho


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SERVIÇO DIFÍCIL - Homens do Corpo de Bombeiros de Franca tiram da mata corpo de vítima do duplo homicídio ocorrido ontem no Jardim Brasilândia...
SERVIÇO DIFÍCIL - Homens do Corpo de Bombeiros de Franca tiram da mata corpo de vítima do duplo homicídio ocorrido ontem no Jardim Brasilândia...
Os catadores de recicláveis Joaquim Correia, 52, conhecido como "Quinca", e Abadia das Dores Policarpo, 62, "Bigail", foram mortos a machadadas pelo desempregado Jéferson Eurípedes dos Santos da Silva, 19, o "Bil", durante a madrugada de ontem no Jardim Brasilândia. As vítimas foram surpreendidas quando ainda dormiam. A mulher levou dois golpes, um na cabeça e outro no rosto. Com o mesmo machado, "Quinca" teve parte da cabeça esfacelada pelo assassino. A polícia identificou e prendeu o acusado, que era vizinho das vítimas. Ele foi localizado dentro de sua própria casa pouca horas depois do crime, ainda enquanto dormia. O bárbaro crime ocorreu num barraco com pouco mais de 5 metros quadrados, localizado na Rua Macapá, no Jardim Brasilândia. O casal Abadia Policarpo, a "Bigail", e seu companheiro Joaquim Correia, o "Quinca", dormiam em duas camas de solteiro, sustentadas por tijolos, em meio a materiais reciclados que as vítimas juntaram durante o dia. Segundo apurado pela polícia, passavam das 4 horas da madrugada, quando o desempregado Jéferson Santos, invadiu a pequena residência com um machado nas mãos e de forma brutal assassinou o casal. As manchas de sangue nos colchões comprovam que as vítimas foram mortas deitadas em suas camas. <b>Ouça aqui o Sargento Teixeira do Corpo de Bombeiros no momento do resgate dos corpos:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_4785454e_6311_11de_9fb5_0015c5f4d562" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_4785454e_6311_11de_9fb5_0015c5f4d562&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Frjzgxcyxbv.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/rjzgxcyxbv--10699"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/rjzgxcyxbv/1/1_4785454e_6311_11de_9fb5_0015c5f4d562/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/rjzgxcyxbv--10699"><u>aqui</u></i></a>. O crime ganhou requintes ainda maiores de crueldade quando os corpos foram arrastados e desovados numa mata existente entre os Jardins Brasilândia e Paulistano. Por mais de 300 metros, Bill puxou os corpos das vítimas pela rua. Primeiro o de "Quinca". Depois o de "Bigail". O sangue desenhou o trajeto percorrido até uma vala de aproximadamente 40 metros. Uma ligação anônima à sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), por volta das 8 horas, colocou a polícia no caso. O investigador Aderson, ao atender o telefone foi surpreendido com a denúncia que no córrego que corta a mata do Brasilândia, havia dois corpos. "A informação foi precisa. Reunimos a equipe de homicídios e fomos para o local. Enquanto constatávamos o encontro dos corpos, fomos na casa do suspeito e o detivemos. Ele estava dormindo", disse Aderson. A polícia tinha informações que "Bil" teria sido realmente o autor do crime, mas havia suspeita da participação de outras pessoas. Um amigo do acusado, seu irmão e o cunhado, que dormiam em casas localizadas no mesmo terreno, foram detidos e levados para a delegacia. Eram 8h45, quando a polícia "estourou" os imóveis e prendeu os suspeitos. Todos eles, inclusive Jéferson, dormiam. O barraco do casal, assim como a residência de Jéferson, foram revirados pelos investigadores em buscas de provas do hediondo assassinato. "No tanque da casa do rapaz encontramos suas roupas e o par de tênis sujos de barro após descer e subir pelo barranco onde os corpos foram desovados. No quintal, encontramos um machado com manchas de sangue. Isso era tudo o que precisávamos", disse o investigador Paulo Rodrigues. <b>Ouça aqui o depoimento de uma vizinha das vítimas:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_a276372e_6311_11de_9d98_0015c5f4d562" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_a276372e_6311_11de_9d98_0015c5f4d562&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fxbvgzqqtht.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/xbvgzqqtht--10696"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/xbvgzqqtht/1/1_a276372e_6311_11de_9d98_0015c5f4d562/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/xbvgzqqtht--10696"><u>aqui</u></i></a>. Enquanto a polícia juntava provas do crime, soldados do Corpo de Bombeiros, montaram a operação de resgate dos corpos, jogados num local de difícil acesso. Utilizando cordas, eles desceram a ribanceira e içaram os cadáveres em caixões plásticos de remoção da Funerária São Francisco. O primeiro e ser retirado do local foi Joaquim Correia. Ele apresentava um profundo corte na cabeça que teve parte esfacela. Trinta minutos depois resgataram Abadia das Dores Policarpo. O corpo tinha um profundo corte no rosto e na cabeça. Além disso, ambos apresentavam escoriações nas costas e nádegas em razão de terem sido arrastados pelo asfalto. [FOTO2] No local da desova, a polícia apreendeu dois cobertores e no trajeto que o marginal fez levando os corpos, a calça de "Quinca" foi encontrada. "Quando ele tentava arrastar o senhor o puxando pelas pernas a calça saiu em suas mãos e ele as deixou para trás", disse o delegado Murari. Mesmo com todas as evidências Jéferson negou a autoria inicialmente. Somente na DIG, ao ser apresentadas as provas, "Bil" confessou o crime e apontou a motivação: a mulher o estaria acusando de estupro. Colaborou Marcos de Paula Fotos exclusivas no <a target="_blank" href="http://gcnvaz.wordpress.com"><b>Blog do Vaz</b>.

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