Médica alerta contra uso da pílula do ‘dia seguinte’


| Tempo de leitura: 1 min
Entre as garotas que vão a um ginecologista estão aquelas interessadas em evitar uma gravidez precoce. Em alguns casos a preocupação se transforma em pânico após o resultado de um relacionamento. A pílula do dia seguinte foi criada como principal método de anticoncepção de emergência. Ela deve ser tomada pela mulher até 72 horas após a relação desprotegida ou acidental visando evitar a gravidez. O remédio só é indicado para casos de urgência (estupros) e não deve ser tomado após todas as relações sexuais, como se fosse um anticoncepcional comum, já que possui grande dosagem hormonal. Apesar de não ser indicado, o uso da pílula se tornou comum entre as jovens. “Tem algumas adolescentes e universitárias usando a pílula do dia seguinte como se fosse contraceptivo. Esta pílula é anticoncepção de urgência. A carga hormonal desta pílula é muito alta e a cobertura não é de 100%. A eficácia é de cerca de 80%, mas depende do número de horas que se demora para tomar a pílula após a relação”, comentou a ginecologista Eneida Cézar Meira Maníglia. O baixo custo da pílula, aproximadamente R$ 20, torna o medicamento de fácil acesso para grande parcela da população. A dose hormonal da pílula do dia seguinte é até dez vezes maior do que a de um anticoncepcional comum. Seu uso contínuo pode provocar trombose (coágulo dentro do vaso sanguíneo impedindo fluxo normal do sangue), irregularidades menstruais, acnes, náuseas, dores nas mamas e vômitos como efeitos colaterais.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários