Eu tenho certa aversão a concursos não é de hoje. Posso um dia ainda “queimar a minha língua”, mas por enquanto prefiro manter posição. Concurso, não prova nada além de que uma pessoa estudou. Enquanto na empresa privada se decide contratação por análise de currículo e entrevistas, no concurso público pode-se aprovar quem nunca trabalhou na vida, grudou em um livro e passou. Daí, o resultado já sabemos. Afinal, quem nunca foi a um banco estatal e se deparou com um caixa de camisa aberta até no meio do peito, cabeludo, dando atendimento péssimo? Ou, quem nunca buscou uma instituição pública para resolver uma situação simples como um carimbo em um documento, e teve de esperar uma hora inteira para isso? Que me perdoem os bons funcionários públicos. Eu sei que vocês existem. Mas, sei também que vocês sabem destes casos, e se sentem revoltados por esta mancha no funcionalismo público. Agora, voltando ao caso ridículo da garrafa de água com gás (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=44387): o certo seria que fosse anulada a prova deste cidadão que pede a anulação de uma pergunta, pois, se ele conseguiu ler, foi também beneficiado pela garrafa. Além do mais, demonstrou não estar focado em sua prova, mas sim, nas dos demais. Será que ele aceita essa condição, ou toparia retirar o recurso?
Márcio Heitor Ranhel Cândido
Franca - SP
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