Mutuários se unem contra desocupação de garagens


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<b>ARTICULAÇÃO</B> - Osmar Luiz, André Szabo, Luiz Afonso e Nelson da Rocha (esquerda para direita) na mesa que comandou o encontro de ontem: representantes da União das Associações Comunitárias
<b>ARTICULAÇÃO</B> - Osmar Luiz, André Szabo, Luiz Afonso e Nelson da Rocha (esquerda para direita) na mesa que comandou o encontro de ontem: representantes da União das Associações Comunitárias
A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) deverá encontrar resistência por parte de mutuários e informais caso leve adiante a proposta de desocupar as garagens construídas nos condomínios do Parque Vicente Leporace. Orientados pela União das Associações Comunitárias de Franca, cerca de 300 pessoas compareceram à reunião realizada no bairro na noite de ontem. Os informais que ocupam garagens na Avenida Abrahão Brickman eram maioria. Do encontro surgiu uma comissão formada por síndicos, comerciantes e mutuários. A reunião foi marcada pela organização e consenso entre os participantes. Todos assinaram uma lista de presença. Depois, um representante de cada segmento teve a oportunidade de manifestar a sua indignação. As principais dúvidas dos informais são de quantas garagens serão desocupadas, onde ficam e quando acontecerá. Todos os questionamentos serão encaminhados pela comissão à CDHU. Há algum tempo a empresa estuda - junto com a Prefeitura Municipal e Ministério Público - uma solução para o caso. Nenhum dos órgãos envolvidos revela com clareza o que vai acontecer. Mas a CDHU já antecipou que as garagens que ocupam áreas institucionais serão, sim, desocupadas. Um alento foi levado aos interessados, ontem, pelo vereador Josivaldo Bahia (PTB). O parlamentar disse que o gerente regional da Companhia, Evaldo Jardim, teria mencionado um percentual de desocupação. "Ele me disse que 90% fica como está", disse Bahia. "Vai ser bom para uns e ruim para outros", acrescentou. André Szabo, presidente da União das Associações Comunitárias, participou de uma audiência pública com o Ministério Público e advogados da CDHU na tarde de ontem. Ele também tranquilizou os informais. "O promotor Carlos Gasparotto disse que inexiste, por ora, qualquer iniciativa que implique a demolição ou desocupação das áreas". <b>Ouça abaixo as declarações de André Szabo:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_80fca8ea_624d_11de_ba09_0015c5f4d265" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_80fca8ea_624d_11de_ba09_0015c5f4d265&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fxhydrngxfp.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/xhydrngxfp--18595"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/xhydrngxfp/1/1_80fca8ea_624d_11de_ba09_0015c5f4d265/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/xhydrngxfp--18595"><u>aqui</u></i></a>. Preocupada com a mobilização dos moradores, a empresa estadual distribuiu um comunicado aos comerciantes. O documento que contém o símbolo da CDHU - mas não é timbrado e nem assinado - diz que um profissional consultará os ocupantes das garagens, hoje transformadas em pontos comerciais. "Respondam as perguntas com maior franqueza, sem aumentar ou diminuir dados às informações solicitadas", diz trecho do comunicado. Para Nelson da Rocha, presidente do Centro Comunitário do Parque Vicente Leporace, o documento gera dúvidas. "Ele deveria ter sido assinado. Documento sem assinatura não é oficial. Agora, se é realmente da CDHU é uma demonstração que resolveram dar atenção ao bairro", disse. O Comércio tentou contato com Evaldo Jardim durante toda a tarde de ontem para consultá-lo sobre o assunto. Sete ligações foram feitas à CDHU de Ribeirão Preto, mas ele não atendeu a reportagem.

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